
Aceitamos a realidade tal e qual como ela se apresenta. Sempre. Aquilo que vemos, aquilo que conseguimos tocar, ouvir, cheirar, é, sem margem para qualquer dúvida, tudo aquilo que compõe o Mundo, apenas e só. Muitas vezes dou comigo a pensar nestes termos, mas, existe sempre aquela dúvida, para alguns algo fantasiosa, mas que para mim, teima em marcar posição de uma quase certeza, uma lógica fundamentada com poucas lacunas a preencher.
Sim sou um crente. Não, não sou religioso, nem simpatizante de uma qualquer doutrina religiosa. Penso que é quase insensato admitir que o aparecimento do Universo, da Terra, da Humanidade, da Realidade, tenha sido fruto de uma colossal, de uma gigantesca coincidência. Não. Também não acredito em coincidências. Se pensarmos um pouco nisto, e se analisarmos todas as condições físicas, químicas, bioquímicas, relacionadas com temperaturas, composições do ar, da água, e de todos os outros elementos que “trabalham” em equilíbrio para a nossa sobrevivência, irão constatar algo de muito interessante. Todos eles obedecem a principios muitíssimo especificos, em que as substâncias interagem de uma forma “milimétrica”, com regras de equilíbrio entre si rigorosíssimas, e se, assim não fosse, não existiria vida na Terra. Bastava para isso, por exemplo, haver uma ínfima diferença de quantidade de dióxido de carbono no ar. O mesmo acontece com a temperatura e com os muitos outros elementos que, embora não os conheçamos, são essenciais para a existência de Vida no nosso planeta. Ínfimas diferenças...Curioso… Parece até que, no momento da Criação, uma mente inteligente esteve á cabeça do “projecto”.
Se este pensamento vos parece fazer algum sentido, porque não admitir que a Realidade também é composta por elementos invisíveis, inaudíveis, que não conseguimos cheirar e tocar?
Porque não admitir que, entre o “Céu e a Terra” existem elementos “escondidos” dos nossos apurados sentidos que contribuem, também eles, para o nosso equilíbrio, como os "velhinhos" quatro elementos?
Sim, para mim a Realidade tem muitas faces…
Sim sou um crente. Não, não sou religioso, nem simpatizante de uma qualquer doutrina religiosa. Penso que é quase insensato admitir que o aparecimento do Universo, da Terra, da Humanidade, da Realidade, tenha sido fruto de uma colossal, de uma gigantesca coincidência. Não. Também não acredito em coincidências. Se pensarmos um pouco nisto, e se analisarmos todas as condições físicas, químicas, bioquímicas, relacionadas com temperaturas, composições do ar, da água, e de todos os outros elementos que “trabalham” em equilíbrio para a nossa sobrevivência, irão constatar algo de muito interessante. Todos eles obedecem a principios muitíssimo especificos, em que as substâncias interagem de uma forma “milimétrica”, com regras de equilíbrio entre si rigorosíssimas, e se, assim não fosse, não existiria vida na Terra. Bastava para isso, por exemplo, haver uma ínfima diferença de quantidade de dióxido de carbono no ar. O mesmo acontece com a temperatura e com os muitos outros elementos que, embora não os conheçamos, são essenciais para a existência de Vida no nosso planeta. Ínfimas diferenças...Curioso… Parece até que, no momento da Criação, uma mente inteligente esteve á cabeça do “projecto”.
Se este pensamento vos parece fazer algum sentido, porque não admitir que a Realidade também é composta por elementos invisíveis, inaudíveis, que não conseguimos cheirar e tocar?
Porque não admitir que, entre o “Céu e a Terra” existem elementos “escondidos” dos nossos apurados sentidos que contribuem, também eles, para o nosso equilíbrio, como os "velhinhos" quatro elementos?
Sim, para mim a Realidade tem muitas faces…












É nesta partilha, nesta troca de quase tudo que temos, de quase tudo o que somos, deste dar e receber de saberes, que vamos construindo sempre um pouco mais de nós. Hoje vejo que, infelizmente, tenho vindo a ser um fraco a “receber”. Sim. Receber. Eram poucas as vezes a que me dispunha a aceitar “aquela mãozinha” de ajuda, “aquela ajuda grátis”, “aquela palavra de conforto”. Nunca fui uma “daquelas” pessoas, dispostas a fazer profundas reflexões acerca de “como teria sido, pela maneira dela?”. Não, não era pelos “se ao menos a tivesse ouvido…”, pelos “podia ter feito diferente…”. Nunca fui adepto do arrependimento, mas sim, pelo reconhecimento da “falha”, do “ meu erro”. Fui sempre um defensor do “No meu erro, encontrarei a resposta certa”. Muitas vezes, é-nos muito difícil pensar “fora da caixa”, ver a “coisa” de outro ângulo, de outra prespectiva, como um espectador da nossa própria peça de teatro, assistindo ao “drama” do momento. Eu sei. Mas, desse lado, do lado de fora, está sempre alguém, com “aquele outro ângulo” perfeitamente nítido, que nós, apenas porque o queremos, não o queremos ver. Muitas vezes, carregamos o peso da decisão como a uma arma nos braços. Assumimos a frente de combate sozinhos, como se fosse uma vingança pessoal. Hoje, vejo a vida de forma diferente. Vejo-a com mais de um par de olhos. Juntos, não encontramos muitas vezes “aquela resposta ideal”, o tiro nem sempre é certeiro… Mas, nesta guerra, ninguém sai vencido pelas más decisões, pelos tiros no escuro, pelas quedas na procura do melhor abrigo…. Apenas chamuscados, pela euforia do combate.



Mesmo os cépticos, os não crentes, os chamados “pragmáticos” têm duvidas. Existe ali um resquício de fé que os leva a pensar, a sonhar, a acreditar. Cada vez mais, a “magia do além” é um assunto do dia-a-dia, uma discussão de pub, um sonho ao deitar. Essa dúvida, essa esperança, surge muitas vezes nos piores momentos da vida do Homem. Quando nos é retirado algo, alguém pela morte, a doença imparável. Aí sim, temos sempre a quem culpabilizar. “ELE quis assim”. Revelamo-nos crentes nesses momentos, e aceitamos “de mau grado” a Sua Vontade, e aí, temos fé que “esse alguém” que partiu, agora está melhor, num sítio lindo e em paz, que essa doença imparável que assolou o nosso corpo, irá ser travada pela Sua Mão, se Lhe rogarmos pelo poder da oração. Já repararam que o nosso “encontro” com Deus é feito, ou melhor, assumido por nós, quando perdemos, ou estamos prestes a perder algo que nos é muito importante? Que só recorremos a Ele, quando tudo o resto falha? Encaramo-lo muitas vezes como “ultimo recurso”, como o “Big Boss lá em cima” que tem a autoridade, a capacidade de mudar as regras do jogo?