Palavras para quê?
terça-feira, 20 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
"Rapariguinha do Shopping"
Esta música tem 30 anos, mas bem que podia ser um dos últimos exitos do Rui Veloso. Intemporal...
domingo, 18 de abril de 2010
Filmes Fantásticos

Temos uma enorme tendência para complicar ainda mais o que, já por si só, é complicado. Ou melhor, pensamos que é complicado porque, muitas vezes, depois de descortinada a saída do tal beco sem saída, depois de deitado abaixo esse muro de “trinta metros de altura” que se interpôs no nosso caminho, não serão poucas as vezes, aposto, que chegamos á desconcertante conclusão que os “tijolos” que o construíam eram afinal feitos de fino papel. É. Um problema depois de resolvido fica de uma simplicidade esmagadora. O problema, o verdadeiro neste caso, é a antecipação que se cria; É o imaginar da consequência que aí vem se o completar do “puzzle” não for resolvido que, sem dó nem piedade, nos tolda a visão e nos prega ao chão. Nesse delírio, nesse “fantástico filme” já completamente estruturado na nossa cabeça, chegamos até a ver imagens de “edifícios caídos”, de “ruas cobertas de sangue” misturadas com os gritos dos «Como vai ser agora?» e os já desesperados «Ai meu Deus!» E pronto! Eis que ele aparece! Aí está o “outro” problema, a “curta-metragem” do dia. Claro que neste caso ele não deixa de ser aquele filme que ainda não foi realizado, mas, ainda assim, um filme dos diabos! Pois… mas esse tal problema, esse tal filme que apenas existe dentro da nossa cabeça, tem quase sempre a capacidade e a força para tomar as rédeas das nossas mãos, dos nossos pés, da nossa vida toda. Se o deixarmos, ele acaba mesmo por paralisar todos os nossos movimentos, impedindo-nos até de pensar “racionalmente”, enquanto nos vai envolvendo numa teia feita de medo com personagens e cenários cada vez mais horripilantes…
Aonde quero chegar com isto? Não sei bem, para vos ser muito sincero… Mas olhem… se quiserem, e se tiverem com disposição para isso claro, completem vocês mesmos este argumento conforme vos aprouver melhor. E…Ah! Para que saibam, hoje é Domingo, e amanhã, como é lógico, é Segunda -Feira!
Aonde quero chegar com isto? Não sei bem, para vos ser muito sincero… Mas olhem… se quiserem, e se tiverem com disposição para isso claro, completem vocês mesmos este argumento conforme vos aprouver melhor. E…Ah! Para que saibam, hoje é Domingo, e amanhã, como é lógico, é Segunda -Feira!
terça-feira, 13 de abril de 2010
Auto Retrato

Se te pedissem que fizesses um retrato de ti próprio, como é que te pintarias? Que cores usarias para melhor te definires? Recorrerias a pinceladas mais abstractas ou a traços mais finos e definidos? Saberias fazê-lo de cor? Lembrarias todos os ínfimos pormenores da tua própria cara? Como farias se to pedissem? Disfarçarias os sinais e as cicatrizes, ou mantinhas-te fiel ao original? Conheces bem o original? Achas que te sentias capaz de pincelar na tela todos os traços que te compõem? Sim, como o farias?
domingo, 11 de abril de 2010
Simples...ou Não?

Tenho saudades das coisas simples. Um café á beira-mar, um cigarro e uma cerveja á conversa de chinelos na tasca do Zé. Tanto faz. Desde que seja simples, desde que não seja programado com anotações de rodapé na agenda. São os “puros”, esses tais encontros “acidentais” a que nos permitimos cada vez menos por força da responsabilidade, por força do dever do “ajustar contas” com a vida que escolhemos viver. Ás vezes lembro-me que nós, seres humanos, nos esquecemos de lembrar que temos tudo o que precisamos para sermos felizes. Está tudo ali ao pé, á mão de semear. O mar, a tasca, os amigos, a cerveja, o cigarro. É só “pegar”, é só “usar”. Têm tempo, (não digam o contrário como eu). Alguns minutos a menos em frente ao ecrã, uma hora a menos a planear e a sofrer o dia de amanhã, trinta minutos a menos de sono de beleza…
Lembrem-se que o tempo passa depressa, inclusive o da vida.
Lembrem-se que o tempo passa depressa, inclusive o da vida.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
O Estranho

Existem pessoas mesmo estranhas. E, por “estranhas”, refiro-me a todas aquelas pessoas que sofrem de uma “pancada” qualquer que as leva a ter comportamentos completamente desalinhados em comparação aos seus habituais, face aos “estímulos” a que as submetemos. Tenho cada vez mais a certeza que cada um de nós tem uma costela do signo de Gémeos, mesmo sendo nós á nascença “rotulados” por este ou aquele signo. Antes que alguém se ofenda com esta minha “parvoíce”, entendam que não quero com isto dizer que o tal signo de “gémeos” seja um signo astrológico “avariado”, ou mesmo desviado de comportamentos ditos “normais”. Quero, isso sim, atribuir-lhe um outro significado, o "outro" sentido que diz respeito á personalidade que ele veste. É: Uma face, duas pessoas; E é aqui que entra a confusão, a “esquisitice”. Sim, estou em crer que á semelhança destas pessoas, também grande parte da humanidade sofre deste “síndrome”, desta dualidade composta por dois hemisférios completamente opostos. Por isso, e para equilibrar a balança, o mais correcto será dizer que todos nós somos “dois”. Confuso? Não, não creio. Todos já o sentiram na alma, todos já o sentiram na pele e na face assim em jeito de estalo, inclusive daqueles que doem.
Este texto, embora “suave”, pretende transmitir um alerta, um pequeno conselho para a vida, inclusive da minha: Tentem… tentem “controlar” esse “outro” que coabita convosco nos vossos próprios corpos, nas vossas próprias almas, porque só assim poderão ter relações mais autênticas com vós próprios e com os outros.
Este texto, embora “suave”, pretende transmitir um alerta, um pequeno conselho para a vida, inclusive da minha: Tentem… tentem “controlar” esse “outro” que coabita convosco nos vossos próprios corpos, nas vossas próprias almas, porque só assim poderão ter relações mais autênticas com vós próprios e com os outros.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Líderes de Rebanhos

A procura de alguém que nos inspire é, quanto a mim, um “problema” em constante crescimento.
Noto cada vez mais, e com alguma desilusão á mistura confesso, que uma grande parte da espécie humana está mais vazia de visões próprias, e, como consequência, sedenta por respostas e visões originais que dêem resposta às suas muitas problemáticas. É frequente, para mim pelo menos, ver pessoas á procura de alguém que lhes aponte uma outra “visão”, de alguém que responda, sem muitas dúvidas claro, aos muitos “como é que é” ou aos tantos “como é que devia ser” que os assombra. Para vos falar a verdade, isso enerva-me, isso entristece-me. E porquê? Olhem, porque não gosto de ver pessoas a assumirem as formas de um cordeiro e irem atrás de ideias que não entendem plenamente só porque foram ditas por ”aquelas” pessoas intituladas de “especiais”, de “inspiradoras”. Simplificando e resumindo, sou da opinião que muitos têm sede por orientação, e sentem a necessidade de serem reconhecidos por esses tais “profetas” aos olhos do mundo como fazendo parte de uma "ideia global" que é regida apenas por uma voz. Não entendo mas, por qualquer razão, querem ser vistos a "pastar" nesses rebanhos de “maravilhados”…; Aceitam que lhes toldem a visão, que os transformem em crentes, em seguidores silenciosos, em nome do tal “prestígio” de pertencer a uma “Ordem”, ou a um “clube” muito restrito... E sim, este é um cenário entre centenas de outros. Pergunto: Porquê isto acontece? Porquê preferimos ser seguidores? Talvez, digo eu, soframos da falta de personalidade ou do medo da reprovação, ou, mesmo o mais provável, seja a vergonha associada á falta de confiança que esteja na origem deste problema do “silêncio” a que muitos se remetem por falta de “voz”, e dessa forma preferem seguir aquelas que são mais bem ouvidas, diferentes das nossas claro está, e que são mais bem “ampliadas” ao contrário da nossa, da “verdadeira”, aquela que sozinha está completamente só a pregar no deserto....
É… Uma “história” bem contada pode conquistar o mundo, independentemente dos seus “buracos negros” que, recorrendo ao polimento e á maquilhagem, conseguem ser muito bem disfarçados.
Noto cada vez mais, e com alguma desilusão á mistura confesso, que uma grande parte da espécie humana está mais vazia de visões próprias, e, como consequência, sedenta por respostas e visões originais que dêem resposta às suas muitas problemáticas. É frequente, para mim pelo menos, ver pessoas á procura de alguém que lhes aponte uma outra “visão”, de alguém que responda, sem muitas dúvidas claro, aos muitos “como é que é” ou aos tantos “como é que devia ser” que os assombra. Para vos falar a verdade, isso enerva-me, isso entristece-me. E porquê? Olhem, porque não gosto de ver pessoas a assumirem as formas de um cordeiro e irem atrás de ideias que não entendem plenamente só porque foram ditas por ”aquelas” pessoas intituladas de “especiais”, de “inspiradoras”. Simplificando e resumindo, sou da opinião que muitos têm sede por orientação, e sentem a necessidade de serem reconhecidos por esses tais “profetas” aos olhos do mundo como fazendo parte de uma "ideia global" que é regida apenas por uma voz. Não entendo mas, por qualquer razão, querem ser vistos a "pastar" nesses rebanhos de “maravilhados”…; Aceitam que lhes toldem a visão, que os transformem em crentes, em seguidores silenciosos, em nome do tal “prestígio” de pertencer a uma “Ordem”, ou a um “clube” muito restrito... E sim, este é um cenário entre centenas de outros. Pergunto: Porquê isto acontece? Porquê preferimos ser seguidores? Talvez, digo eu, soframos da falta de personalidade ou do medo da reprovação, ou, mesmo o mais provável, seja a vergonha associada á falta de confiança que esteja na origem deste problema do “silêncio” a que muitos se remetem por falta de “voz”, e dessa forma preferem seguir aquelas que são mais bem ouvidas, diferentes das nossas claro está, e que são mais bem “ampliadas” ao contrário da nossa, da “verdadeira”, aquela que sozinha está completamente só a pregar no deserto....
É… Uma “história” bem contada pode conquistar o mundo, independentemente dos seus “buracos negros” que, recorrendo ao polimento e á maquilhagem, conseguem ser muito bem disfarçados.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Não Sei...

Eu sei que este espaço é um espaço destinado a ideias e pensamentos que têm a intenção, pelo menos eu tento que assim seja, de suscitar interesses comuns á maioria daqueles que me visitam, ou seja, vocês. Mas hoje, e tendo em conta que este espaço é o “meu espaço”, em vez de fazer as "habituais" considerações sobre um determinado tema “generalista”, vou falar de mim, sim, apenas de mim e da minha vida. Tenho-vos a dizer que hoje, e quando digo ”hoje” estou a referir-me aos passados últimos quatro dias, tenho-me sentido muito em baixo. Não sei o que se passa, mas confesso que a tristeza é o único sentimento que tenho experimentado desde aí. Sinto que estou céptico em relação a quase tudo o que me rodeia, indiferente a quase tudo o que faz parte da minha vida, eu incluído. Não sei… Parece-me que cheguei a um qualquer ponto de viragem, de mudança, de paciência, de paragem no tempo. Estou apagado, parado, sem “vontade” de nada. Sinto que a vida não me tem desafiado tanto como aquilo que eu gostaria, e as lutas, essas desapareceram de vez. Tenho quase tudo e sinto que não tenho quase nada… O vazio e a descrença estão instaladas no meu peito contra a minha vontade, e, sem aviso, arrancaram-me a força que eu tanto apreciava ter, tanto apreciava usar. Aonde é que “eu” estou agora? Aonde pára aquele “outro” que eu tanto me gabava de apresentar a toda gente como sendo "um dos tais que sabe como "se ir longe" em qualquer tipo de direcção? Não sei, porque esse corpo e essa imagem desse "tal" é a mesma todos os dias no outro lado do espelho, e “o de dentro”, esse nunca teve reflexo, tirando talvez no brilho dos meus olhos que “hoje” têm andado apagados.
Felizmente a minha Luz, a minha Vida que á a minha Mulher, está sempre a meu lado, e é ela a força que me segura e que me leva adiante…
Amanhã estarei melhor, se EU o quiser, e sim quero muito.
Sim, vou estar.
Abraço para todos, e Obrigado por terem paciência para me “Ouvirem”.
Felizmente a minha Luz, a minha Vida que á a minha Mulher, está sempre a meu lado, e é ela a força que me segura e que me leva adiante…
Amanhã estarei melhor, se EU o quiser, e sim quero muito.
Sim, vou estar.
Abraço para todos, e Obrigado por terem paciência para me “Ouvirem”.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Peças Estranhas

Que todos nós somos um organismo “estranho” composto por “peças” ainda mais “estranhas”, isso é inquestionável. O corpo humano é, e em relação a isso não restam dúvidas, o sistema “mecânico” mais complexo alguma vez criado por “alguém”. É...mas é entre esse amaranhado de veias, esquemas arquitéctónicos de ossos, de músculos, de milhares de teias de neurónios, e de muitos outros “componentes” que nos “fazem” e cujos nomes "técnicos" nos escapam, que tudo funciona, e vá-se lá saber como, às mil maravilhas. Num passe de mágica todas as peças se ligam e interligam em perfeita harmonia, e é assim que o milagre da vida acontece e, para muitos, cheio de saúde. Excepção á regra, e infelizmente diga-se, estão todas aquelas “peças” que nos vêm com “defeito” de fabrico e precisam de intervenção externa para “afinar”.
Peça por peça, ligação por ligação, e estamos prontos para viver. Dependendo da manutenção que fazemos á máquina, ou ao nosso corpo quero eu dizer, a data de expiração do mesmo pode ser mais ou menos manipulada, mais ou menos “corrigida”, mas, e como tudo o resto que existe, em última estância acaba mesmo por acabar. É a vida… É a morte...
O conselho que, por qualquer razão que agora me escapa, me apeteceu transmitir hoje é este: Cuidem bem do vosso corpo, pois é esse mesmo corpo que transporta a vossa alma por esta vida e, quando ele acabar, sim porque ele um dia vai acabar, olhem... ao menos que acabe cheio de saúde…
Peça por peça, ligação por ligação, e estamos prontos para viver. Dependendo da manutenção que fazemos á máquina, ou ao nosso corpo quero eu dizer, a data de expiração do mesmo pode ser mais ou menos manipulada, mais ou menos “corrigida”, mas, e como tudo o resto que existe, em última estância acaba mesmo por acabar. É a vida… É a morte...
O conselho que, por qualquer razão que agora me escapa, me apeteceu transmitir hoje é este: Cuidem bem do vosso corpo, pois é esse mesmo corpo que transporta a vossa alma por esta vida e, quando ele acabar, sim porque ele um dia vai acabar, olhem... ao menos que acabe cheio de saúde…
quinta-feira, 25 de março de 2010
A Olho Nu

Começo por dizer que posso estar completamente errado sobre isto.
Sou da opinião que as primeiras impressões são, na grande maioria das vezes, as mais acertadas. É. Uma questão de breves segundos e pronto: Está tirada a fotografia, e não há volta a dar. Mas hoje não venho prá aqui falar de pessoas; Venho, isso sim, falar daquilo que as define na sua essência aos diferentes "ângulos" dos olhos de cada um. Venho aqui falar "daquilo" que nos aproxima ou afasta de alguém, mesmo estando esse alguém em pleno silêncio, quieto e sossegado numa moldura, mas, como não poderia deixar de ser, de corpo presente, claro. Chamemos-lhe de energia, ou empatia se preferirem. E é assim meus caros… quando essa tal “energia” invisível á nossa frente é mais para o escura do que para o clara, não há cá “efeito especial” que maquilhe e disfarçe de tons mais alegres os muitos cinzentos e pretos acentuados da "raíz", e mesmo até qualquer lima especial que afine as arestas defeituosas que, por alguma razão, somos apenas nós que as vemos a olho nu, mesmo estando elas escondidas, e outros jurarem que é engano. Pergunto-me se existe algum motivo, alguma razão que justifique esse “chega para lá” que tantas vezes somos impelidos a fazer sem motivo e sem aviso aparente. Sim, o “tal” até pode ser boa pessoa para muito boa gente, e até mesmo ser muito admirado na sua comunidade pelo facto de integrar o coro da confraria da igreja dos pastorinhos, mas, e é este “mas” que desequilibra a “construção”, há qualquer coisa que não “bate”, que não “soa”. E o que é que não bate? E o que é que não soa? Que misterioso sentimento negativo é esse que criamos baseado em quinze segundos de observação de coisíssima “nenhuma”? O que é que nos repele? O que é que nos põe sobreaviso? E, provavelmente o mais importante, o quem?
Sou da opinião que as primeiras impressões são, na grande maioria das vezes, as mais acertadas. É. Uma questão de breves segundos e pronto: Está tirada a fotografia, e não há volta a dar. Mas hoje não venho prá aqui falar de pessoas; Venho, isso sim, falar daquilo que as define na sua essência aos diferentes "ângulos" dos olhos de cada um. Venho aqui falar "daquilo" que nos aproxima ou afasta de alguém, mesmo estando esse alguém em pleno silêncio, quieto e sossegado numa moldura, mas, como não poderia deixar de ser, de corpo presente, claro. Chamemos-lhe de energia, ou empatia se preferirem. E é assim meus caros… quando essa tal “energia” invisível á nossa frente é mais para o escura do que para o clara, não há cá “efeito especial” que maquilhe e disfarçe de tons mais alegres os muitos cinzentos e pretos acentuados da "raíz", e mesmo até qualquer lima especial que afine as arestas defeituosas que, por alguma razão, somos apenas nós que as vemos a olho nu, mesmo estando elas escondidas, e outros jurarem que é engano. Pergunto-me se existe algum motivo, alguma razão que justifique esse “chega para lá” que tantas vezes somos impelidos a fazer sem motivo e sem aviso aparente. Sim, o “tal” até pode ser boa pessoa para muito boa gente, e até mesmo ser muito admirado na sua comunidade pelo facto de integrar o coro da confraria da igreja dos pastorinhos, mas, e é este “mas” que desequilibra a “construção”, há qualquer coisa que não “bate”, que não “soa”. E o que é que não bate? E o que é que não soa? Que misterioso sentimento negativo é esse que criamos baseado em quinze segundos de observação de coisíssima “nenhuma”? O que é que nos repele? O que é que nos põe sobreaviso? E, provavelmente o mais importante, o quem?
terça-feira, 23 de março de 2010
Talvez (?)
sexta-feira, 19 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
Pois!

A vida é vivida com base em decisões e em escolhas, e o facto de elas serem mais ou menos importantes, é completamente irrelevante. Está mais que provado que as pequenas e insignificantes escolhas do dia-a-dia vêem muitas vezes no futuro a revelarem-se autênticos passos de gigante.
As cabeçadas, essas, são tantas que até nos apetece bater mais uma vez com a cabeça na parede pelo facto de termos escolhido a porta mais esquerda em deterimento da outra mais á direita. Pois! Mas é assim a vida, pelo menos enquanto não se lembrarem de inventar uma daquelas bolas de cristal que funcionem mesmo, claro!
quarta-feira, 17 de março de 2010
Que Mania Pá!

Se há coisa que me chateia profundamente e me leva aos arames assim num piscar de olhos, é vir alguém meter o dedo na ferida, ou seja, em um dos meus "supostos" defeitos. Não, não gosto de ser criticado, e, muito menos, “desmascarado”.
Sou daquele tipo de pessoas orgulhosas com os seus defeitos e manias que, mesmo “vencido” por A+B, raramente dá um dedo que seja a torcer. Mas porque é que tem que ser assim? Que mania pá! Caramba! Ás vezes, e não são poucas confesso, sinto-me quase como um velho rabugento. E ah, é verdade! Quando as coisa não encarrilam pelo caminho por mim traçado é o fim do mundo e o começo de uma “daquelas” festas! E sim, quando me refiro a “festa”, falo daquele tipo de espectáculo de variedades que envolvem drama, riso, choro, tudo ao mesmo tempo. É. Infelizmente sou assim: Inflexivel, teimoso, frio, mesmo quando estou errado, e sim, estou-o muitas vezes. Que feitio! Se gostava de mudar? Sim, gostava, mas por duas únicas razões: Estou cansado de magoar aquelas pessoas que nunca deviam ser magoadas. Estou também cansado de mim próprio, neste ponto pelo menos. Tenho tentado me “segurar” em alguns momentos, mas infelizmente a minha expressão facial não colabora comigo, e assim como uma traidora de uma “queixinhas”, ela denuncia-me a maior parte das vezes. Cheguei á conclusão que não basta tentar disfarçar; O mais importante é conseguir “lidar” de outra forma, mais “leve” se calhar, porque... “mudar mudar” não o irei conseguir, pois acredito que as pessoas não mudam, pelo menos nessas questões de “fundo”; Acredito, isso sim, que podem e devem ser educadas, e eu estou a tentar, a sério que estou a tentar...
Sou daquele tipo de pessoas orgulhosas com os seus defeitos e manias que, mesmo “vencido” por A+B, raramente dá um dedo que seja a torcer. Mas porque é que tem que ser assim? Que mania pá! Caramba! Ás vezes, e não são poucas confesso, sinto-me quase como um velho rabugento. E ah, é verdade! Quando as coisa não encarrilam pelo caminho por mim traçado é o fim do mundo e o começo de uma “daquelas” festas! E sim, quando me refiro a “festa”, falo daquele tipo de espectáculo de variedades que envolvem drama, riso, choro, tudo ao mesmo tempo. É. Infelizmente sou assim: Inflexivel, teimoso, frio, mesmo quando estou errado, e sim, estou-o muitas vezes. Que feitio! Se gostava de mudar? Sim, gostava, mas por duas únicas razões: Estou cansado de magoar aquelas pessoas que nunca deviam ser magoadas. Estou também cansado de mim próprio, neste ponto pelo menos. Tenho tentado me “segurar” em alguns momentos, mas infelizmente a minha expressão facial não colabora comigo, e assim como uma traidora de uma “queixinhas”, ela denuncia-me a maior parte das vezes. Cheguei á conclusão que não basta tentar disfarçar; O mais importante é conseguir “lidar” de outra forma, mais “leve” se calhar, porque... “mudar mudar” não o irei conseguir, pois acredito que as pessoas não mudam, pelo menos nessas questões de “fundo”; Acredito, isso sim, que podem e devem ser educadas, e eu estou a tentar, a sério que estou a tentar...
segunda-feira, 15 de março de 2010
Faça-se Luz!

Cada vez mais me convenço que a luz existente no nosso planeta é um bem escasso a um fio de se fundir de vez. A começar pelo ecossistema terrestre e a acabar nas pessoas, tudo me parece mais disfuncional, mais descordenado, dando-me a estranha sensação que a humanidade se encaminha para um qualquer tipo de “fim”, para um qualquer tipo de novo começo, (para o qual não me pareçe ter-mos sido convidados a participar). Atrevo-me até a dizer que essa data já tem um (x) assinalado em calendário...
Confesso que a desgraça alheia já não me impressiona, já não me surpreende como o fazia até há poucos anos atrás. Não, não penso nem sinto que seja uma questão de défice de sensibilidade da minha parte ou por parte dos “normais” dos humanos; Acredito, isso sim, que a “anormalidade” dos eventos que outrora pareciam impossiveis sequer de serem imagináveis em sonhos, hoje conquistaram o seu estatuto de rotina, de “habitual” aos olhos e aos sentires das pessoas, inclusive da minha.
A consciência humana não é mais a mesma. Tudo é permitido, tudo é aceitado sem muita discussão, porque o “tudo” agora é o normal, assim como será normal que a Luz se apague de vez.
A consciência humana não é mais a mesma. Tudo é permitido, tudo é aceitado sem muita discussão, porque o “tudo” agora é o normal, assim como será normal que a Luz se apague de vez.
quinta-feira, 11 de março de 2010
A Toda Velocidade

Entre travadelas e arranques, ultrapassagens e acidentes, contando também, e como não poderia deixar de ser, com as necessárias pausas para descanso e reabastecimento, a vida é feita a correr. Essas tantas obrigações, esses tantos compromissos que nos prendem ao “tem que ser porque tem que ser”, cada vez mais têm a capacidade de esconder a nossa verdadeira vontade: Abrandar. Acontece que durante a frenética “pilotagem” do nosso “carro” em volta dessa imensa pista que á a nossa vida, e com ela todos esses necessários “chekpoints”, os nossos sentidos estão totalmente concentrados nesses percursos, estão completamente colados nesses caminhos que, acreditamos nós, nos hão-de levar a um objectivo, a cortar uma meta qualquer que nos fará mais felizes. Pois, e é aqui que eu quero chegar. É que, enquanto o fazemos, enquanto a “paisagem” passa por nós a mil á hora, existem muitas coisas que deixamos de ver, deixamos de apreciar, deixamos de saborear.
Ouvimos tantas, mas tantas vezes os tais «...adoraria fazer isso, mas não tenho tempo», que ás vezes dou comigo a pensar que a grande parte desses “super ocupados” são prisioneiros de uma vida, ou estilo de vida neste caso, que não gostam, que não querem, pelo menos conscientemente. Sim, digo conscientemente porque devido á tal da velocidade, esses muitos pilotos raramente têm tempo para parar no descanso das boxes para reflectir sobre se o sentido da “corrida” realmente faz sentido, se a tão desejada vitória realmente compensará todo aquele esforço. Não; não o fazem porque, tal como referi á pouco, as tais pausas servem apenas para o descanso e para o reabastecimento, e não para questionar o “campeonato” que agora já vai a meio...
Ouvimos tantas, mas tantas vezes os tais «...adoraria fazer isso, mas não tenho tempo», que ás vezes dou comigo a pensar que a grande parte desses “super ocupados” são prisioneiros de uma vida, ou estilo de vida neste caso, que não gostam, que não querem, pelo menos conscientemente. Sim, digo conscientemente porque devido á tal da velocidade, esses muitos pilotos raramente têm tempo para parar no descanso das boxes para reflectir sobre se o sentido da “corrida” realmente faz sentido, se a tão desejada vitória realmente compensará todo aquele esforço. Não; não o fazem porque, tal como referi á pouco, as tais pausas servem apenas para o descanso e para o reabastecimento, e não para questionar o “campeonato” que agora já vai a meio...
domingo, 7 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Palavras Para Quê?

Há momentos em que a falta de inspiração encarrega-se de fechar a sete chaves esses tantos pensamentos e ideias que nos correm nas veias, esses muitos "pontos de vista" que vamos misturando com todos aqueles nossos "sentires" que teimam em nos acompanhar durante a viajem dos dias e que, de forma mais ou menos pessoal, vamos experimentando, vamos "corrigindo" pelas palavras que por aqui vamos contando. Curiosamente hoje não é esse o caso, muito pelo contrário, tenho muito a dizer, muito a descrever, e por isso ficamos por aqui.
Porquê?
Hoje contemplei o mar durante algum tempo, olhei-o fundo nos olhos e senti-me em paz com o Mundo...
Palavras para quê?
quarta-feira, 3 de março de 2010
Respira Fundo!

No fundo tudo se resume a isto: Levar a vida um dia de cada vez. Acordamos, e lá esta ela, á espreita, impaciente, ansiosa por nos fazer entrar novamente no rodopio das tarefas e das rotinas obrigatórias, na inevitável “obrigação/responsabilidade”. Sim, é a vida. Sim, tem que ser. Parecem quase sentenças estas duas expressões, pelo menos da forma que eu as costumo ouvir. Este “grito” sofucado e disfarçado em leves palavras de resignação, ecoam nas gargantas e nas almas de tanta, mas tanta gente...
Hoje ouvi esse “grito” mas com um “baixar de armas”. Ouvi-o da boca e da alma de alguém que admiro, de alguém que cresceu comigo todos os dias como amigo.
Hoje ouvi esse “grito” mas com um “baixar de armas”. Ouvi-o da boca e da alma de alguém que admiro, de alguém que cresceu comigo todos os dias como amigo.
Hoje esse amigo perdeu a Força, perdeu o Entusiasmo, deixou-se vencer “nesta” batalha que para ele representa toda a guerra. Quer agora que o tempo passe, que as horas o levem para aquele momento vazio de riscos, de “arriscos”, de sangue a correr nas veias com a adrenalina de quem corre numa montanha russa. Não, ele agora quer a paz, aquela paz das tardes de domingo, aquele desfecho sem consequência porque nada foi feito, nada foi construído para ser atirado por terra, nada foi traído porque nada foi amado. A paz dos dias iguais é o seu sonho, é a sua luta diária, é o caminho que pretende seguir. Sim, sinto-me triste. Ele sofre, e eu pouco posso fazer, a não ser dizer-lhe «respira fundo!» mesmo, estando ele convencido que já não existe oxigénio...
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