domingo, 15 de agosto de 2010

- Bocados de Fé


Já o referi em alguns textos anteriores, mas nunca é demais voltar a falar disso: Não, não sou uma pessoa que deposita a sua fé em instituições ditas “sagradas” e em religiões que apregoam a tal “Verdadeira Vontade de Deus”. Sim, sou um homem de fé, indiscutivelmente, mas a religião institucionalizada, independentemente da que quer que seja, é algo que me diz muito pouco, isto para não dizer, quase nada. Os que me conhecem pouco, em conversa sobre o tema, claro, desconfiam deste meu “desvio espiritual”, mas aqueles que me conhecem bem, como é o caso da minha mãe por exemplo, têm este facto como um facto, como uma certeza absoluta, e infelizmente, pelo menos para ela, irremediável. Não sou religioso, e não há cá voltas a dar. Pois bem; Acontece que hoje, Domingo, a minha mãe veio almoçar cá a casa mas, com ela, assim a jeito de lembrança de “vê lá se mudas o teu coração em direcção á Verdade” veio também a imagem da Nossa Senhora de Fátima estampada num bocado de madeira com uns dizeres característicos. Foi uma prenda, foi um gesto de Amor... Se gostei? Sim, gostei, mas, (e isto é importante) só e apenas pelo facto de ela ter sido oferecida pela minha mãe. É que, sabem… Acredito que aquele pequeno e insignificante pedaço de madeira traz com ele a fé, a esperança, o amor incondicional que ela, a minha mãe, tem por mim, e isso basta…
Foi um presente maravilhoso …

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Asas?! Para Quê?


Não percebo, a sério que não. É injusto, isto para não dizer - e já dizendo - quase cruel. Para quê? Por quê? Por muito que tente, não consigo entender…; É verdade que quando as vejo chego até a ter pena, não do mesmo tipo do que as delas, claro, mas sim daquela que nos fere fundo o coração. Se me pusesse no lugar de qualquer uma delas, isto se eu conseguisse, seria, com toda a certeza, uma infeliz, uma frustrada para a vida toda. Já viram bem? Conseguem sequer imaginar? Ter asas, feitas de penas “originais” como as demais que habitam os céus e, mesmo assim, não conseguir voar? Mas que raio! Se as outras aves também as têm e voam, por que razão ela, a coitadinha da galinha, não pode? Porque é que não consegue? Não faz qualquer sentido! Então porque é que as têm? Porque é que são aves? Não vos parece que “esse alguém” que a criou tem um sentido de humor um tanto ou quanto… irónico? Enfim…, Ah! E não me façam falar agora também das avestruzes e, já agora, coitadinhas delas também! Pois a essas foram-lhes dadas asas (que por sinal também não voam) e, como "bónus adicional", uma mini cabeça para enfiar num buraco do chão...
Existem coisas na vida que não fazem muito sentido, assim como este texto, provavelmente....

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

- Gone (U2)

Eu sei que a qualidade da vestimenta aqui dos rapazes é, no mínimo, discutível... Mas a música, esta que vos trago, é qualquer coisa de excepcional! Não acham?

domingo, 1 de agosto de 2010

Promessa Renovada


Às vezes esqueço-me do quanto gosto de estar em grupo e entre amigos. Quando me divirto muito, tanto como aconteceu esta tarde no Parque da Cidade do Porto, costumo sempre dizer que o tenho que fazer mais vezes. Mas, infelizmente, e por culpa das desculpas habituais e das tantas razões "urgentes" que existem mas que por culpa da minha fraca memória nunca me lembro quais foram, são cada vez menos as “abébias” que dou a mim próprio para este tipo de programa. Mas, enfim, o que importa é que hoje me diverti, e muito, e por isso, assim a jeito de puxão de orelhas a mim próprio, aqui deixo a “promessa” renovada: Vou fazê-lo mais vezes!
Obrigado

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Lisboa


E pronto. De volta á minha nova rotina dos últimos tempos, daqui a cerca de 5 minutos rumo a Lisboa, para regressar, como tem sido hábito das passadas semanas, na 5ª Feira á noitinha. Confesso que estou um pouco preguiçoso para o fazer... Meter-me no carro, conduzir duas longas horas, parar para o tal cafézinho e cigarrinho na estação de serviço..., é, não sei..., não me apetece lá muito. Mas enfim, tem que ser! E como lá dizia o outro "O que tem que ser, tem muita força!", por isso lá vou eu, mas claro, com a promessa de um "Até Já!"

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Até Já!


Existem elos que nunca se quebram, por muito que a distância e o tempo teimem em fazê-lo. A corrente, essa a nossa, de tão forte, nunca se deixa tentar pela água salgada do oceano de diferença que a ameaça sem sucesso fazê-la enferrujar. A amizade, aquela verdadeira, dura para sempre.
Aos meus dois “irmãos emprestados”, o meu abraço, que de tão grande, vai daqui a Londres.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Ratoeiras


Muitas vezes somos apanhados em ratoeiras que não pertencem a este mundo e, “por este mundo” falo, obviamente, do meu, do pessoal. Mas á semelhança da minha própria vida, em geral, toda ela é assim, pelo menos da forma que eu a vejo; Lá vamos nós em pleno voo a 5 km de altitude quando, vinda do nada, aparece uma improvável cana de pesca com a missão de nos puxar de novo á Terra pela força de um fio invisível. Por muito que este facto seja “natural” para o comum dos mortais, a mim, que sou um crente, esbofeteia-me sempre com a força de uma primeira vez. Não sou por hábito um homem á “defesa”, muito pelo contrário, porque acredito sempre no melhor das pessoas, inclusive daquelas que conheço pouco. Por vezes engano-me, mas nem por isso aprendo e, acreditem ou não, nem quero…

"Sorry Seems To Be The Hardest Word"

Não sou um fã do Elton John, mas reconheço que ele teve alguns bons momentos. Este é um deles.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Parabéns Rapazote!!!


Pois é... e lá se foram os meus "vinte e tais"! Hoje entrei nos "intas"!

Confesso que não me custou muito chegar aos 30, foi apenas um pequeno salto. Para vos ser totalmente sincero, os 29 vão ser uma idade que não recordarei com muita saudade. Será um ano fácil de esquecer. Tive as minhas alegrias, é lógico, mas foram mais as provas dificeis, os testes de "limitação" da minha paciência e cansaço do que as vitórias e conquistas... Aprendi, sim, aprendi muito, mas custou, e também muito até. Para este novo ano, o dos 30, não quero fazer quaisquer planos. Apenas tenho um desejo, uma aspiração: Ser FELIZ!

Abraço para todos!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Bye bye, E.T!!!


Olhem lá uma coisa, e depois digam ou não se concordam comigo: Vocês não ficam chateados, e quando digo “chateados” falo do atingir aquele ponto “g” mental que funciona exactamente ao contrário daquele outro, aquele que tanto falam e que a maioria de vós, acredito, tão bem conhece…, quando, dizia eu, e retomando agora o fio á meada, um extraterrestre vindo sei lá de onde vos aparece no caminho, cheio de manias e regras lá do seu planeta e que, segundo ele, acha que se adequam na perfeição ao nosso planeta, mesmo não o conhecendo na sua totalidade? Digam lá com sinceridade! Isso não vos incomoda profundamente? Vêm por aí fora numa nave qualquer com as antenas a abanar e depois, como caídos de pára-quedas, entram pelo nosso mundo adentro cheios de ideias e visões melhores, acham eles, do que as dos comuns dos humanos, e assim, duma mão para a outra, acham-se logo conhecedores e donos das verdades para as nossas vidas! Eh pá! Não os suporto! Muitos desses “homenzinhos verdes” que conheço, alegam que a sua capacidade de interpretação, de visualização e resolução de problemas é muito mais avançada e rápida do que a “normal” terrestre. Já viram? Melhor do que a capacidade dos que cá efectivamente vivem! Mas não, eu não compro essa! Por isso, assim a jeito de recado, deixo aqui esta mensagem:
A todos os extraterrestres que pensam que conhecem melhor o meu planeta do que eu próprio, quero pedir distância, daquela feita de anos de luz, de preferência!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Castelos de Areia


Por muito que queiramos nos distanciar dos problemas quotidianos a que estamos sujeitos, assim a jeito de "vê lá se abrandas ou páras um bocado" para dessa forma passarmos a aprender a valorizar aquilo que é realmente importante, não conseguimos. Ela, a Vida, não deixa, porque o “realmente importante” pode esperar. Afinal, é preciso sobreviver, e para isso, é necessário não parar. “O Sol, a praia, um passeio pelo campo, isso sim, isso sim é que é importante!” dizem tantos, principalmente aqueles que tudo têm, principalmente todos aqueles que têm tempo para olhar o mar e cheirar as rosas, que têm tempo para ter tempo para “desligarem a ficha” das prioridades primárias a que a exigência da sobrevivência ordena á maioria. Fazem-no porque simplesmente o podem, isso porque o seu castelo está bem montado e fortemente seguro por vigas e pilares de aço enterrados fundo no chão. Têm tempo, o tal "precioso", porque o podem comprar, e quanto a isso nada, desde que o valorizem como os "outros" o valorizam. Sim, falo desses tantos outros, da maioria, dos que nada têm e que todos os dias continuam a lutar para nada continuar a ter, e que para quem o Tempo é um bem de luxo dificil de adquirir para gastar "mal" gasto... Infelizmente vivem e sobrevivem nesses muitos castelos feitos de areia fina, porque o dinheiro, que mal dá para o pão, não dá também para o cimento… O ritmo frenético dos dias obriga-os por vezes a parar, a "gastar dinheiro que não têm" numa praia qualquer mas, quando o fazem, quando se permitem a provar o tal "doce sumo da vida", raramente se apercebem da bela, porém gigantesca onda que contemplam naquele belissimo mar e que, nesse segundo de prazer, vai acabar por desabar também nas suas cabeças…
Amar a vida e desfrutar das suas muitas simplicidades, para muitos, tem o seu preço, e muito alto até.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Guerreiro


"Um guerreiro da Luz conhece os seus defeitos. Mas conhece também as suas qualidades. Alguns companheiros queixam-se o tempo todo: “Os outros têm mais oportunidades que nós!”. Talvez tenham razão…, mas um guerreiro não se deixa paralisar por isto; Ele procura valorizar ao máximo as suas virtudes.
Sabe que o poder da gazela é a habilidade de suas pernas. O poder da gaivota é sua pontaria para atingir o peixe. Aprendeu que um tigre não tem medo da hiena, porque é consciente da sua força.
Um guerreiro procura saber com que pode contar. Sempre verifica seu equipamento, composto de três coisas: Fé, Esperança e Amor.
Se os três estão presentes, ele não hesita em seguir adiante"


Paulo Coelho (Manual do Guerreiro da Luz)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Anda


A vida é feita de altos e baixos, de adormecimentos e de acordares, acordares esses que, assim em jeito de bofetada para ver se atinas, nos irá sempre lembrar que, afinal, estamos cá é para viver e não para reclamar da sorte que nos calhou na “lotaria”. Infelizmente o ser humano tem uma dificuldade tremenda em se adaptar a novas circunstâncias, a novos cenários, a novas realidades que, por força do destino, ou outra coisa qualquer que lhe queiram chamar, nos mudou o rumo, nos desviou daquele caminho confortável e fácil que percorríamos porque, achávamos nós, merecíamo-lo. O ser humano não encara muito bem a mudança e, quando tudo muda, sim porque tudo muda um dia, ele pára, ele estaca por tempo indeterminado no mesmo lugar, porque está convencido que tudo não passa de um sonho, ou pesadelo neste caso. É, ele fica preso no passado e na memória de tempos gloriosos e, como consequência, sofre, porque quer tudo o que lhe roubaram de volta. Aquilo que temos que entender e aceitar é que, enquanto andamos por cá pelo mundo, a vida irá sempre nos reservar surpresas daquelas que nem o menino Jesus aceitaria sem um esgar de repulsa. Estou convicto que nós, sociedade, temos que nos convencer que os nossos caminhos serão no futuro cada vez mais “curtos”, serão sempre diferentes dos seus anteriores, terão muitos deles mais degraus a escalar, que muitos deles irão brilhar com menos glamour e menos sucesso dos que os antecederam. Mas, em ultima estância, acredito, todos eles serão novas oportunidades de sucesso, novas oportunidades de nos desafiarmos a nós próprios e encontrarmos alguns valores e capacidades que desconhecíamos ter, e aí, acreditem, irão ganhar muito, muito mais, pois a chamada “evolução pessoal” não é nada mais do que seguir em frente, mesmo com as tempestades que nos apanham de surpresa.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Golpes Fatais


O silêncio é sempre o culpado. Pode-se viver uma vida inteira dessa forma, é certo, e há muitos que o conseguem, coitados, mas essas feridas mal cicatrizadas que trazemos na pele, e quanto a mim falo, quando não tratadas convenientemente, claro, irão sempre permitir que o nosso precioso sangue continue a jorrar pelas frinchas das suas peles, enfraquecendo-nos a cada gota, matando-nos todos os dias, sempre mais um pouco.
Quando somos magoados, ou melhor, quando nos é desferido um “daqueles golpes”, sou da opinião que deveríamos, sempre que o tipo da “pancada” o justifique, claro, exigir explicações a quem a arremessou. Dessa forma o “controlo de danos” a fazer ao nosso corpo e á nossa alma fica mais fácil de gerir, de curar. Não, nunca deveríamos ficar com as “facadas” na cara em silêncio, sem dar luta, sem dar resposta, sem pedir as desculpas que nos são devidas e merecidas. É como vos digo…
Cuidado, pois o ressentimento é um sentimento que destrói, que infecta, que mata.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Reiki


Hoje, pela primeira vez, fiz algo que há já muito tempo andava a prometer a mim próprio fazer: Reiki. Nunca fui um céptico em relação á maioria dos métodos terapêuticos ditos "alternativos", e depois da sessão a que me submeti esta tarde, confirmei sem reservas as minhas suspeitas. Simplesmente funciona. Apesar de ter de lá saido um pouco "moido", como se tivesse estado durante duas horas a correr a maratona (facto curioso, pois durante todo esse tempo não fiz nada mais do que estar deitado numa marquesa num estado de profundo relaxamento), o meu corpo estava mais leve e enérgico do que nunca... (Adorava descrever em pormenor toda a experiência, as sensações, as emoções, mas receio que se o fizesse, ficariam por aqui um bom bocado a ler-me (risos). Para completar, resta-me dizer-vos que hoje sinto-me mais vivo, mais equilibrado emocionalmente, e por isso, sempre que puder claro, vou fazê-lo, e de forma a não ter que recorrer a terceiros, vou aprender como fazê-lo a mim próprio, pois estou convencido que o Reiki é muito mais que uma terapia; Ele é, isso sim, um estilo de vida.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Quanto Tempo Tens?!


Nestas questões de Tempo, há muito pouco que dizer. Acreditem ou não, estou convicto que o Tempo que nos é conferido por direito todos os dias é, sem excepção, sempre o mesmo, por muito que queiramos acreditar que ele, por capricho ou crueldade, de quando em vez nos vai ao “bolso” roubar alguns dos seus trocados. Não, nunca é uma boa desculpa atirar-lhe as culpas para cima, pois ele é o único que nunca se atrasa e, muito menos, acelera o seu trabalho para ir para casa mais cedo…
Não, o Tempo não é relativo, contrariamente a nós.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Fala Prá Parede


Nunca tenham medo de falar alto e a bom tom quando se encontrarem totalmente sozinhos. Façam como eu, aconselho-vos: Falem com as paredes, pois são elas as unicas que vos ouvem, e com bastante atenção, há que dizê-lo! Aproveitem e digam tudo, sem pensar muito, sem "articular" muito. E não, também não há que temer a loucura e a demência inerente quando essas palavras sairem da vossa boca um pouco estranhas até mesmo para vós próprio. Acreditem! Não corram logo para o psiquiatra quanda as formas e os conteúdos desses "ruídos" adquirirem sentidos apenas endendiveis por "extraterrestres". Estejam descansados quanto a isso. Só vos peço é que falem. O quê? O que vos der na real gana, ou seja, qualquer coisa, por muito estupida que vos pareça á primeira vista. Quando falamos sozinhos, e agora falo isto por experiência própria, sinto que exteriorizamos tudo aquilo que precisa ser se dito pela nossa alma, alma essa que tantas vezes aprisionamos e amordaçamos dentro do nosso corpo como uma “louca” sem tento na língua e com pensamentos ditos “anormais”. Acredito piamente que quando as palavras são ditas, mesmo sem ninguém que as apanhe e “descodifique”, adquirem outra dimensão, outra intenção, outro significado, inclusive para aquele que as pensou e falou. Com o tempo, e este facto provem da minha “loucura” pessoal, muitas dessas palavras e sons disléxicos sem sentido têm vindo a transformar-se, a transformar-me, a adquirirem formas e significados muito importantes no meu dia-a-dia e no equilibrio que o sustenta. Como não sei. Sei apenas que essas palavras sem sentido e sem importância libertam-me, “aliviam-me a alma” e, com o tempo, parece até que se têm vindo a tornar numa espécie de oração, numa espécie de comunhão comigo próprio e com o universo, e aí, nessa espécie de "transe", nada mais existe, inclusive aquela parte de mim que tudo acha, que tudo sentencia quando não há lógica á vista que o justifique. Não tenho medo de parecer louco, acreditem, isto porque sei que o sou, muito á "minha maneira", é certo, mas sou feliz porque falo sozinho com uma parede, mesmo quando não tenho rigorosamente nada para lhe dizer…

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A Bolha




Na tentativa de nos "abrigarmos" das mais diversas formas de "intempéries" a que a vida nos vai submetendo, ela, a "Bolha", é cada vez mais a resposta encontrada, é cada vez mais o esconderijo perfeito para todos aqueles que, pelas mais variadas razões, preferem não intervir na "peça em palco" do momento. A Bolha é, e sempre será, um lugar seguro, inacessível a intrusos, confortável e , sobretudo, nosso. Ali o restante mundo não "escreve", não nos atinje a jeito de "nos ensina", não dita se chove ou se faz sol, ou, muito menos, não nos obriga a aceitar a companhia esporádica de um qualquer outro "alguém" a título de "convidado conselheiro". A Bolha tem o seu próprio Espaço, o seu próprio Tempo, o seu próprio Humor, e apenas uma lei impera nos quatro cantos das suas paredes: A nossa. As muitas Bolhas que por aí andam, connosco lá dentro, é claro, não interagem entre si, ou melhor..., não chocam umas com as outras, porque, e apenas poque assim o queremos, elas fazem um enorme esforço por se manterem isoladas da restante realidade. São quase como planetas diferentes em diferentes galáxias, tendo apenas a nós como seus únicos habitantes, como seus pequenos extraterrestres verdes e amarelos.
A Bolha é simplesmente o local prefeito para viver á parte do mundo, á parte das tempestades, á parte do sofrimento, e, resumindo, á parte da vida.
Quem é que prefere viver num sitio desses? Ora, isso é óbvio: Vocês! Ai não acreditam? Pois tentem andar sempre com uma agulha no bolso, e de longe a longe, claro, assim como quem não quer a coisa, "espetem" com força o ar ao vosso redor, e aí meus caros, vão ver o que acontece...

domingo, 9 de maio de 2010

Beautiful Day

Aí está o começo de uma nova semana composta pelos seus "habituais" 7 dias. É certo que todos, ou quase todos eles irão ser carregados de obrigações, de objectivos, de obstáculos a ultrapassar. O meu desafio para vocês, e para mim inclusive, é este: Tentemos que 1, pelo menos 1 desses dias seja perfeito, que seja um daqueles inesqueciveis "Beatiful Day´s", apesar e com as dificuldades que fazem parte. Que me dizem?

Boa Semana!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Põe-te Esperto!


“A vida está é para os espertos”, já dizia a minha falecida avó. Para aqueles cujas unhas estão afiadas de forma a fazer soar bem a “guitarra” da existência, ela, a vida, parece-lhes sempre mais fácil, mais “maneável”, mesmo quando o “barro” utilizado para a construir se encontra em estados mais sólidos que a própria dureza da pedra. É. Sou um fã da esperteza e dos espertos. Quem são eles? É fácil, basta olhar. Existem várias formas de os reconhecermos, se estivermos atentos, claro. Para mim é frequente vê-los na luta dos dias com armas construídas pelas suas próprias mãos, armas essas que á partida da "guerra" são aos olhos dos tais dos “inteligentes” compostas por “materiais” de fraca qualidade e sem hipótese de "matar" o que quer que seja. Enganam-se. Os espertos são inventivos, atentos e, normalmente, reconhecidos por “ratos”, (talvez pelo facto de serem eles próprios a construírem as suas próprias saídas quando estas não estão á vista, ou pura e simplesmente não existem, penso eu de que…) Aqueles espertos que conheço, e são muitos, têm a tal rara capacidade de conseguirem potenciar todos os seus argumentos, á primeira vista fracos como já referi, á sua máxima capacidade. Esses argumentos, essas armas reunidas em função de um objectivo, em função daquele “querer porque sou capaz”, têm a força suficiente para “vergar” o mundo. Lutam com coragem e com medo, claro, mas raramente recuam perante as indicações de “sentido proibido” que lhes insiste em cortar o caminho das tão desejadas metas. O mapa, esse que têm, não é certo, pois infelizmente para muitos deles esse não lhes foi entregue nas suas formas habituais de diploma ou testamento herdado. Apenas a sua visão mais ampla do mundo, o seu entendimento daquilo que os rodeia conjugado com as suas próprias interpretações dos sinais que os guiam, os conduzem às suas vitórias e conquistas. Gosto dos espertos, tenho orgulho neles, sabiam? Só têm um problema quanto a mim. Quando lhes perguntamos o segredo, ou a tal “fórmula mágica” para o sucesso, desconcertam-nos sempre com palavras como “estar atento”, ou “instintos” e como o tempo lhes ensina a confiar neles.
Espertos, não?