terça-feira, 7 de setembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Buraco de Fechadura


Existem pessoas que pensam que sabem tudo sobre a nossa vida apenas e só pelo facto de terem tido a oportunidade de dar uma espreitadela de "cinco segundos" pelo “buraco da fechadura” da nossa “casa”. Para eles, para esses tais “artistas”, esses escassos "segundos" são tempo mais que suficiente para, sem grande margem de erro, parte por parte, pedaço por pedaço, dissecarem toda a nossa vida. É. São, ou pelo menos pensam que são, muito inteligentes nas conjecturas e leituras que fazem sobre a vida de alguém que apenas lhes "passa á frente dos olhos". Desta forma, e penso que não há outra, e sem me ensaiar muito, sinto-me quase tentado em os intitular de “Iluminados”, ou mesmo de “Abençoados”, isto pela graça que Deus lhes deu da dita “Visão”, (da quarta, nestes casos). Para que saibam, respeito muito as "ciências ocultas" e, em muitas delas, acredito. Para que não haja confusões, não me estou a referir a nenhuma delas e, muito menos, às pessoas que as praticam.
Para terminar, assim a jeito de encerramento de assunto, pensei no seguinte: Para que isso não me aconteça mais, equacionei muitas hipóteses, mas apenas vou considerar duas: Plano um: Fechar a minha casa á chave, tendo o cuidado de deixar a respectiva chave na fechadura da porta como medida de “prevenção” a olhares indiscretos ou, e confesso que estou mais inclinado para este lado: Plano dois: Abrir uma janela.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Cabeças de Vento


Se nos fosse dada uma lupa, uma daquelas especiais que ainda não existem mas que se existissem dariam para ver em pormenor o "interior" de uma pessoa, certamente que, e sem muitas reservas, confirmaríamos muitas das nossas suspeitas de que muitos daqueles que conhecemos são completamente e irremediavelmente vazios de "conteúdos" e "princípios" ditos por nós "importantes". Digo isto com alguma pena, confesso, mas, tal como a vocês, também a mim me calham alguns "cabeças de vento" que eu, mesmo sem a tal "lupa especial", topo á distância, distância essa às vezes curta demais para o meu gosto. Muito por força dos "contratos sociais" a que somos obrigados todos os dias, esse nosso contacto, essa nossa necessária troca de ideias é necessária e inevitável e, quanto a isso, nada podemos fazer, mesmo que o queiramos muito. Gostaria que assim não fosse, acreditem. É uma pena que tenhamos de fingir, que tenhamos de imitar uma outra pessoa que não nós próprios em nome do bom funcionamento de uma “relação”, seja ela pessoal ou profissional…
Aposto que, se de um momento para o outro, disséssemos tudo o que pensamos sobre algumas dessas pessoas que forçosamente fazem parte das nossas vidas, logo ali, na hora da verdade, muito se perderia, muito cairia por terra, levando ao fundo grandes “construções” que demoraram muito a pôr de pé; Mas aposto que depois dos “destroços”, mesmo cobertos pelo “pó” e feridos pelos “escombros” que nos caíram em cima, sairíamos com a alma mais limpa, mais verdadeira, e livres de qualquer ressentimento por nós mesmos…

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

- Cerveja, Uma Amiga


Decidi hoje falar-vos de uma querida amiga. É uma amiga que está sempre presente nos momentos mais alegres da minha vida, e cuja companhia não dispenso: A Cerveja.

Como tenho ouvido várias acusações á sua "personalidade" e o como ela pode ser uma companhia prejudicial a quem andar com ela pelo beiço, aqui vos deixo um estudo que, de certeza, acabará com todos os vossos receios.


- Estudo sobre o impacto da cerveja
1. A CERVEJA MATA?
Pode. Há uns anos, um rapaz, ao passar pela rua, foi atingido por uma caixa de cerveja que caiu de um camião levando-o a morte instantânea. Além disso, casos de enfarte do miocárdio em idosos teriam sido associados a publicidade a cervejas com modelos de belas mulheres...


2. O USO CONTINUADO DO ÁLCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS? Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de cerveja pesa cerca de 900 gramas .


3. A CERVEJA CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA? Não. 89,7% dos psicólogos e psicanalistas entrevistados preferem whisky.


4. MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO? Sim. Está provado que nas operações STOP a polícia nunca faz o teste do balão às grávidas. E se elas tiverem que fazer o teste de andar em linha recta, podem sempre atribuir o desequilíbrio ao peso da barriga.


5. A CERVEJA PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS? Não. Foi feita uma experiência com mais de 500 condutores: foi dada uma caixa de cerveja para cada um beber e, em seguida, foram colocados um por um diante do espelho. Em nenhum dos casos os reflexos foram alterados.


6. A BEBIDA ENVELHECE? Sim. A bebida envelhece muito depressa. Para se ter uma ideia, se se deixar uma garrafa ou lata de cerveja aberta, ela perderá o seu sabor em aproximadamente quinze minutos.


7. A CERVEJA CONDICIONA NEGATIVAMENTE O RENDIMENTO ESCOLAR? Não, pelo contrário. Algumas universidades estão a aumentar os lucros com a venda de cerveja nas cantinas e bares.


8. O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES? Inúmeras pesquisas têm vindo a ser feitas por laboratórios de renome e todas indicam, em primeirissimo lugar, o empregado de mesa.


9. A CERVEJA ENGORDA? Não. Tu é que engordas.


10. A CERVEJA CAUSA PERDA DE MEMÓRIA? Que eu me lembre, não

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

- Uma Mão Cheia


Estou em crer que se perguntasse a cada um de vós que me visita neste blogue “quantos amigos (e quando falo de amigos, refiro-me àqueles importantes, os tais do peito), é que efectivamente têm”, aposto que a grande maioria não hesitaria muito em contas e, em dois segundos, me acenaria logo com uma mão cheia deles ou, infelizmente, menos do que isso. Pergunto-me: Porque será? Porque será que no que diz respeito à amizade temos tão pouco, consideramos tão pouco? Sim, é um facto que no universo de centenas de pessoas que fazem parte das nossas vidas, apenas e só meia dúzia se aproveita para criarmos os tais “fortes laços”. Será que somos assim tão exigentes no que diz respeito aos “predicados” dos potenciais “candidatos”? Será que, de forma a respeitarmos a média da “mão cheia” da grande maioria, não nos queremos desviar do “normal”, do conceito do que é “natural ter” para cada um? Parece-me até que, pelo menos para alguns, a ideia de que alguém possa ter muitos amigos é quase como lhes dizer que “esse alguém” das duas, uma: “Não possui critérios de avaliação de personalidade rigorosos” ou, também muito provável, “é muitíssimo carente por atenção e, dessa forma, qualquer um pode “entrar” sem muito para oferecer…”.
Não sei… O que vos parece? O que é que é preciso ter, ou melhor, o que é preciso Ser para conquistar a vossa amizade? Ainda existe espaço para mais um Amigo na vossa vida, ou as “inscrições”para tal já se deram por encerradas por falta de dedos na mão?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ufa!!!


Ando cansado, e as férias, essas, são só para Novembro! Muito á custa desta história de ser músico de casamentos, nem um mísero de um fim de semana consigo aproveitar para pôr os pés de molho e a barriga ao Sol. É, tem sido assim já a uns meses, já a uns anos…


Enfim, mas não me queixo, nem me posso queixar!
Sei também que aqui o bloguinho tem sido uma vítima, pois tem andado assim um pouco para o “desinspiradito” por culpa do tempo, como já referi; Mas prometo, desde que o relógio seja um pouco mais generoso comigo e me dispense um tempito extra, dedicar-me um pouco mais a ele, ou a mim, neste caso…

domingo, 15 de agosto de 2010

- Bocados de Fé


Já o referi em alguns textos anteriores, mas nunca é demais voltar a falar disso: Não, não sou uma pessoa que deposita a sua fé em instituições ditas “sagradas” e em religiões que apregoam a tal “Verdadeira Vontade de Deus”. Sim, sou um homem de fé, indiscutivelmente, mas a religião institucionalizada, independentemente da que quer que seja, é algo que me diz muito pouco, isto para não dizer, quase nada. Os que me conhecem pouco, em conversa sobre o tema, claro, desconfiam deste meu “desvio espiritual”, mas aqueles que me conhecem bem, como é o caso da minha mãe por exemplo, têm este facto como um facto, como uma certeza absoluta, e infelizmente, pelo menos para ela, irremediável. Não sou religioso, e não há cá voltas a dar. Pois bem; Acontece que hoje, Domingo, a minha mãe veio almoçar cá a casa mas, com ela, assim a jeito de lembrança de “vê lá se mudas o teu coração em direcção á Verdade” veio também a imagem da Nossa Senhora de Fátima estampada num bocado de madeira com uns dizeres característicos. Foi uma prenda, foi um gesto de Amor... Se gostei? Sim, gostei, mas, (e isto é importante) só e apenas pelo facto de ela ter sido oferecida pela minha mãe. É que, sabem… Acredito que aquele pequeno e insignificante pedaço de madeira traz com ele a fé, a esperança, o amor incondicional que ela, a minha mãe, tem por mim, e isso basta…
Foi um presente maravilhoso …

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Asas?! Para Quê?


Não percebo, a sério que não. É injusto, isto para não dizer - e já dizendo - quase cruel. Para quê? Por quê? Por muito que tente, não consigo entender…; É verdade que quando as vejo chego até a ter pena, não do mesmo tipo do que as delas, claro, mas sim daquela que nos fere fundo o coração. Se me pusesse no lugar de qualquer uma delas, isto se eu conseguisse, seria, com toda a certeza, uma infeliz, uma frustrada para a vida toda. Já viram bem? Conseguem sequer imaginar? Ter asas, feitas de penas “originais” como as demais que habitam os céus e, mesmo assim, não conseguir voar? Mas que raio! Se as outras aves também as têm e voam, por que razão ela, a coitadinha da galinha, não pode? Porque é que não consegue? Não faz qualquer sentido! Então porque é que as têm? Porque é que são aves? Não vos parece que “esse alguém” que a criou tem um sentido de humor um tanto ou quanto… irónico? Enfim…, Ah! E não me façam falar agora também das avestruzes e, já agora, coitadinhas delas também! Pois a essas foram-lhes dadas asas (que por sinal também não voam) e, como "bónus adicional", uma mini cabeça para enfiar num buraco do chão...
Existem coisas na vida que não fazem muito sentido, assim como este texto, provavelmente....

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

- Gone (U2)

Eu sei que a qualidade da vestimenta aqui dos rapazes é, no mínimo, discutível... Mas a música, esta que vos trago, é qualquer coisa de excepcional! Não acham?

domingo, 1 de agosto de 2010

Promessa Renovada


Às vezes esqueço-me do quanto gosto de estar em grupo e entre amigos. Quando me divirto muito, tanto como aconteceu esta tarde no Parque da Cidade do Porto, costumo sempre dizer que o tenho que fazer mais vezes. Mas, infelizmente, e por culpa das desculpas habituais e das tantas razões "urgentes" que existem mas que por culpa da minha fraca memória nunca me lembro quais foram, são cada vez menos as “abébias” que dou a mim próprio para este tipo de programa. Mas, enfim, o que importa é que hoje me diverti, e muito, e por isso, assim a jeito de puxão de orelhas a mim próprio, aqui deixo a “promessa” renovada: Vou fazê-lo mais vezes!
Obrigado

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Lisboa


E pronto. De volta á minha nova rotina dos últimos tempos, daqui a cerca de 5 minutos rumo a Lisboa, para regressar, como tem sido hábito das passadas semanas, na 5ª Feira á noitinha. Confesso que estou um pouco preguiçoso para o fazer... Meter-me no carro, conduzir duas longas horas, parar para o tal cafézinho e cigarrinho na estação de serviço..., é, não sei..., não me apetece lá muito. Mas enfim, tem que ser! E como lá dizia o outro "O que tem que ser, tem muita força!", por isso lá vou eu, mas claro, com a promessa de um "Até Já!"

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Até Já!


Existem elos que nunca se quebram, por muito que a distância e o tempo teimem em fazê-lo. A corrente, essa a nossa, de tão forte, nunca se deixa tentar pela água salgada do oceano de diferença que a ameaça sem sucesso fazê-la enferrujar. A amizade, aquela verdadeira, dura para sempre.
Aos meus dois “irmãos emprestados”, o meu abraço, que de tão grande, vai daqui a Londres.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Ratoeiras


Muitas vezes somos apanhados em ratoeiras que não pertencem a este mundo e, “por este mundo” falo, obviamente, do meu, do pessoal. Mas á semelhança da minha própria vida, em geral, toda ela é assim, pelo menos da forma que eu a vejo; Lá vamos nós em pleno voo a 5 km de altitude quando, vinda do nada, aparece uma improvável cana de pesca com a missão de nos puxar de novo á Terra pela força de um fio invisível. Por muito que este facto seja “natural” para o comum dos mortais, a mim, que sou um crente, esbofeteia-me sempre com a força de uma primeira vez. Não sou por hábito um homem á “defesa”, muito pelo contrário, porque acredito sempre no melhor das pessoas, inclusive daquelas que conheço pouco. Por vezes engano-me, mas nem por isso aprendo e, acreditem ou não, nem quero…

"Sorry Seems To Be The Hardest Word"

Não sou um fã do Elton John, mas reconheço que ele teve alguns bons momentos. Este é um deles.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Parabéns Rapazote!!!


Pois é... e lá se foram os meus "vinte e tais"! Hoje entrei nos "intas"!

Confesso que não me custou muito chegar aos 30, foi apenas um pequeno salto. Para vos ser totalmente sincero, os 29 vão ser uma idade que não recordarei com muita saudade. Será um ano fácil de esquecer. Tive as minhas alegrias, é lógico, mas foram mais as provas dificeis, os testes de "limitação" da minha paciência e cansaço do que as vitórias e conquistas... Aprendi, sim, aprendi muito, mas custou, e também muito até. Para este novo ano, o dos 30, não quero fazer quaisquer planos. Apenas tenho um desejo, uma aspiração: Ser FELIZ!

Abraço para todos!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Bye bye, E.T!!!


Olhem lá uma coisa, e depois digam ou não se concordam comigo: Vocês não ficam chateados, e quando digo “chateados” falo do atingir aquele ponto “g” mental que funciona exactamente ao contrário daquele outro, aquele que tanto falam e que a maioria de vós, acredito, tão bem conhece…, quando, dizia eu, e retomando agora o fio á meada, um extraterrestre vindo sei lá de onde vos aparece no caminho, cheio de manias e regras lá do seu planeta e que, segundo ele, acha que se adequam na perfeição ao nosso planeta, mesmo não o conhecendo na sua totalidade? Digam lá com sinceridade! Isso não vos incomoda profundamente? Vêm por aí fora numa nave qualquer com as antenas a abanar e depois, como caídos de pára-quedas, entram pelo nosso mundo adentro cheios de ideias e visões melhores, acham eles, do que as dos comuns dos humanos, e assim, duma mão para a outra, acham-se logo conhecedores e donos das verdades para as nossas vidas! Eh pá! Não os suporto! Muitos desses “homenzinhos verdes” que conheço, alegam que a sua capacidade de interpretação, de visualização e resolução de problemas é muito mais avançada e rápida do que a “normal” terrestre. Já viram? Melhor do que a capacidade dos que cá efectivamente vivem! Mas não, eu não compro essa! Por isso, assim a jeito de recado, deixo aqui esta mensagem:
A todos os extraterrestres que pensam que conhecem melhor o meu planeta do que eu próprio, quero pedir distância, daquela feita de anos de luz, de preferência!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Castelos de Areia


Por muito que queiramos nos distanciar dos problemas quotidianos a que estamos sujeitos, assim a jeito de "vê lá se abrandas ou páras um bocado" para dessa forma passarmos a aprender a valorizar aquilo que é realmente importante, não conseguimos. Ela, a Vida, não deixa, porque o “realmente importante” pode esperar. Afinal, é preciso sobreviver, e para isso, é necessário não parar. “O Sol, a praia, um passeio pelo campo, isso sim, isso sim é que é importante!” dizem tantos, principalmente aqueles que tudo têm, principalmente todos aqueles que têm tempo para olhar o mar e cheirar as rosas, que têm tempo para ter tempo para “desligarem a ficha” das prioridades primárias a que a exigência da sobrevivência ordena á maioria. Fazem-no porque simplesmente o podem, isso porque o seu castelo está bem montado e fortemente seguro por vigas e pilares de aço enterrados fundo no chão. Têm tempo, o tal "precioso", porque o podem comprar, e quanto a isso nada, desde que o valorizem como os "outros" o valorizam. Sim, falo desses tantos outros, da maioria, dos que nada têm e que todos os dias continuam a lutar para nada continuar a ter, e que para quem o Tempo é um bem de luxo dificil de adquirir para gastar "mal" gasto... Infelizmente vivem e sobrevivem nesses muitos castelos feitos de areia fina, porque o dinheiro, que mal dá para o pão, não dá também para o cimento… O ritmo frenético dos dias obriga-os por vezes a parar, a "gastar dinheiro que não têm" numa praia qualquer mas, quando o fazem, quando se permitem a provar o tal "doce sumo da vida", raramente se apercebem da bela, porém gigantesca onda que contemplam naquele belissimo mar e que, nesse segundo de prazer, vai acabar por desabar também nas suas cabeças…
Amar a vida e desfrutar das suas muitas simplicidades, para muitos, tem o seu preço, e muito alto até.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Guerreiro


"Um guerreiro da Luz conhece os seus defeitos. Mas conhece também as suas qualidades. Alguns companheiros queixam-se o tempo todo: “Os outros têm mais oportunidades que nós!”. Talvez tenham razão…, mas um guerreiro não se deixa paralisar por isto; Ele procura valorizar ao máximo as suas virtudes.
Sabe que o poder da gazela é a habilidade de suas pernas. O poder da gaivota é sua pontaria para atingir o peixe. Aprendeu que um tigre não tem medo da hiena, porque é consciente da sua força.
Um guerreiro procura saber com que pode contar. Sempre verifica seu equipamento, composto de três coisas: Fé, Esperança e Amor.
Se os três estão presentes, ele não hesita em seguir adiante"


Paulo Coelho (Manual do Guerreiro da Luz)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Anda


A vida é feita de altos e baixos, de adormecimentos e de acordares, acordares esses que, assim em jeito de bofetada para ver se atinas, nos irá sempre lembrar que, afinal, estamos cá é para viver e não para reclamar da sorte que nos calhou na “lotaria”. Infelizmente o ser humano tem uma dificuldade tremenda em se adaptar a novas circunstâncias, a novos cenários, a novas realidades que, por força do destino, ou outra coisa qualquer que lhe queiram chamar, nos mudou o rumo, nos desviou daquele caminho confortável e fácil que percorríamos porque, achávamos nós, merecíamo-lo. O ser humano não encara muito bem a mudança e, quando tudo muda, sim porque tudo muda um dia, ele pára, ele estaca por tempo indeterminado no mesmo lugar, porque está convencido que tudo não passa de um sonho, ou pesadelo neste caso. É, ele fica preso no passado e na memória de tempos gloriosos e, como consequência, sofre, porque quer tudo o que lhe roubaram de volta. Aquilo que temos que entender e aceitar é que, enquanto andamos por cá pelo mundo, a vida irá sempre nos reservar surpresas daquelas que nem o menino Jesus aceitaria sem um esgar de repulsa. Estou convicto que nós, sociedade, temos que nos convencer que os nossos caminhos serão no futuro cada vez mais “curtos”, serão sempre diferentes dos seus anteriores, terão muitos deles mais degraus a escalar, que muitos deles irão brilhar com menos glamour e menos sucesso dos que os antecederam. Mas, em ultima estância, acredito, todos eles serão novas oportunidades de sucesso, novas oportunidades de nos desafiarmos a nós próprios e encontrarmos alguns valores e capacidades que desconhecíamos ter, e aí, acreditem, irão ganhar muito, muito mais, pois a chamada “evolução pessoal” não é nada mais do que seguir em frente, mesmo com as tempestades que nos apanham de surpresa.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Golpes Fatais


O silêncio é sempre o culpado. Pode-se viver uma vida inteira dessa forma, é certo, e há muitos que o conseguem, coitados, mas essas feridas mal cicatrizadas que trazemos na pele, e quanto a mim falo, quando não tratadas convenientemente, claro, irão sempre permitir que o nosso precioso sangue continue a jorrar pelas frinchas das suas peles, enfraquecendo-nos a cada gota, matando-nos todos os dias, sempre mais um pouco.
Quando somos magoados, ou melhor, quando nos é desferido um “daqueles golpes”, sou da opinião que deveríamos, sempre que o tipo da “pancada” o justifique, claro, exigir explicações a quem a arremessou. Dessa forma o “controlo de danos” a fazer ao nosso corpo e á nossa alma fica mais fácil de gerir, de curar. Não, nunca deveríamos ficar com as “facadas” na cara em silêncio, sem dar luta, sem dar resposta, sem pedir as desculpas que nos são devidas e merecidas. É como vos digo…
Cuidado, pois o ressentimento é um sentimento que destrói, que infecta, que mata.