segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

É...

"Só há dois dias em que é impossível fazermos algo: Ontem e Amanhã..."

                                                                                                  (Paulo Coelho)

domingo, 28 de novembro de 2010

- Caderneta de Cromos

Neste passado sábado fui ao Coliseu do Porto assististir ao espectáculo "Caderneta de Cromos", espetáculo esse protagonizado, como não poderia deixar de ser, pela magnifica equipa das "Manhãs da Comercial"
Só duas coisas a dizer: "Do que estes gajos se vão lembrar! " e "Muito, muito Bom, mesmo!" 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

- Caminhada Imprevista

Hoje fiz algo que me é completamente incaracterístico. Fui caminhar. Quando saí do quarto do hotel onde me encontro aqui em Setúbal, tinha quase tudo em mente, menos andar a pé durante uns bons 60 minutos. Um cafezinho num lugar simpático onde pudesse também fumar o meu cigarro era a ideia, mas, por qualquer razão, não encontrei nenhum estabelecimento aberto para levar este meu plano avante. Enquanto caminhava insistente á procura de uma porta aberta com um chávena de café quente á minha espera, só ao fim de algum tempo notei que já o fazia há vários minutos sem qualquer êxito. Achei o facto estranho, mas não me importei muito com isso. Estava muito frio, daquele que quase que corta, mas não desisti; Continuei a andar, determinado na minha missão. Não sei quando aconteceu, mas a ideia que tinha do café evaporou-se completamente da minha cabeça. Andava já por andar, mas agora com vontade, como se a minha missão agora fosse andar, apenas andar. Algo me impelia a continuar, a cada passo, como se uma força invisível me puxasse para a frente. Durante o percurso, andei e perdi-me por pequenas ruas de pequeno comércio que se achavam desertas àquela hora e eu, tendo apenas por companhia os inúmeros painéis publicitários que iluminavam de várias cores o empedrado das calçadas, não cheguei sequer a preocupar-me com o aonde é que iam desembocar. Passados mais ou menos 30 minutos, sentei-me por fim numa enorme praça completamente vazia de gente e fumei um cigarro. Estive ali, a admirar o “nada”, a sentir o “nada”, admirando o silêncio e a simplicidade daquele momento e, embora estivesse a tiritar de frio, aquele, de todos, era o lugar mais acolhedor para se estar.
Sem pressa retomei o caminho de volta para o hotel e, quando já desistira de pensar no assunto, o tal cafezinho aberto que eu tanto tinha procurado há uma boa hora atrás, surgiu ali, a uns meros 50 metros do hotel…

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

- Say Cheese!!!

Cada vez mais se sorri menos. Não me interpretem mal! O trejeito da face que produz o sorriso efectivamente está lá, mas ele, o sorriso, o verdadeiro neste caso, nem sequer teve intenções de aparecer. O sorriso autêntico, aquele tal espontâneo, é já coisa rara, um “animal” em vias de se tornar extinto. Poderia enumerar aqui as mais variadíssimas razões que, imagino eu, explicariam este triste fenómeno mas, pelo menos por agora, não me apetece. Quero aqui apenas levantar uma questão que, pelo menos para mim, é importante. Tenho para mim que o mundo está mais falso, mais feito de “papel”, porventura muitas vezes "representado" recorrendo a “imagens de fotografia” onde apenas, e apenas porque nós o queremos assim, a imagem "visual" é captada e estampada para “inglês ver”. Anda tudo ao contrário; Reparem: Sorrimos quando queremos chorar e choramos quando queremos sorrir, isto com as mais diversas variações, dependendo, claro, do que o "cliente quiser" sem efectivamente ter que o pedir. Estamos cada vez mais presos á percepção do que queremos e do que julgamos quererem que seja visto na nossa cara e, dessa forma, distanciamo-nos mais e mais da realidade, da verdade, da nossa, pelo menos. Somos artistas de palco, actores profissionais com um papel a representar perante nós mesmos e perante os olhos e os olhares dos outros, sem nos importarmos muito com isso. Importante mesmo é o parecer, mesmo correndo o risco de nós mesmos “desaparecermos.” Fazemo-lo bem e com arte, com engenho e, infelizmente diga-se, com muito esforço. Depressa se torna um estilo de vida e, porque não, a melhor forma de se estar perante o mundo, ou pelo menos acreditamos que assim é. Sim, mais vale julgarmo-nos antes mesmo de sermos julgados pelos outros! (não vá o diabo tecê-las e cair-nos a mascara que demorou tanto tempo a pintar prá fotografia!). Somos mais de plástico, mais de papel de fotografia, mais de tudo e de qualquer coisa, menos de nós próprios, tudo em nome do…….. quê mesmo?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

- Contabilidade

Hoje dei por mim a fazer contabilidade. Não á do dinheiro e das contas para pagar, mas a outra coisa completamente diferente. Dediquei-me á contabilidade de casamentos. Sim, de casamentos. Com um lápis e uma folha de papel na mão, fiz contas (mais ou menos por alto) às festas de casamento em que estive presente como músico de serviço. Feita a soma, o sarrabisco que coloriu a folha de papel pintou um número com dois zeros á frente. Para terem uma ideia, foram algumas largas centenas. Depois de feitas estas contas, calculei, também por alto, quantas pessoas é que até á data de hoje me viram actuar. Alguns milhares, atirei eu sem me preocupar muito com margens de erro. Quantas devem ter gostado de me ouvir? Centenas? Milhares? Talvez milhares, escrevi à vontade. E por aí fora. Fiz contas a tudo, desde os lugares que conheci, às fotografias em que posei, aos vídeos em que compareci, enfim… de tudo.
Depois de feitas tantas contas, e já um pouco cansado, fiz a pergunta mais importante de todas: Em quantas destas festas me diverti? Em quantas destas festas eu estive realmente de corpo e alma? Não demorei mais de dois segundos a aparecer com a resposta na ponta do lápis: Em todas. Absolutamente todas. Independentemente desta ou daquela chatice, deste ou daquele percalço. Sempre, sem excepção, fui feliz.
Para que saibam, considero-me parte “daqueles poucos” que podem dizer que ganham (parte) da vida a fazer aquilo que realmente amam e que, ainda por cima, são bem pagos por isso. Apesar de todo o trabalho (árduo) que envolve esta actividade, sempre me senti assim… um abençoado por o ter. Desde cedo fui puxado para ele, mesmo estando convicto que não seria por “ali” o caminho; Acredito que todos seguimos um plano, uma “estratégia” bem arquitectada por “alguém”, e a mim, com alguma “sorte” á mistura, tinha que me sair logo isto, a música, a minha paixão.
Mesmo com o “campeonato” a meio e com a hora de fecho de contas ainda longe, não posso deixar de reconhecer (mesmo sem recorrer á calculadora) que a minha “dívida” para conTigo é de largo valor. Mas, mesmo nesta vida, saldaremos contas…
Estou-Te muito agradecido, é o que Te posso dizer por agora. Ao que poderei fazer por Ti no futuro, ou ao que poderei construir e realizar em Teu nome, só o tempo o dirá….
Mas promeTo-Te que o farei.
Obrigado

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

- Sabes ou Não?

Sabes sempre qual a melhor direcção a seguir?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

- E lá (só) vão 3!

Já referi aqui algumas vezes o facto de detestar andar longe de casa. Já vai para três semanas que estou “residente” em Cascais, com intervalos, claro, apenas aos fins-de-semana para ir visitar a minha “vida” e os compromissos do costume. Mas não! Não estou cá de vez! Dasse! Mas, e para mal dos meus pecados, já cá ando há demasiado tempo, e sim, ainda há mais demasiado tempo para vir… pelo menos até meio de Dezembro. Depois de três semanas passadas, a sensação que hoje estou a experimentar, aqui, neste quarto impessoal onde me encontro, é uma sensação que há muito não experimentava: A solidão. É… Faz tempo que não me sentia assim tão só, tão “abandonado”, apesar de estar rodeado de dezenas pessoas durante o dia. Mas acho que o “problema” se agrava mais noite…. Enfim, provavelmente já não sei como dormir sozinho. (E antes que se ponham a inventar ideias, digo-vos já que esse é um problema sem solução) (risos). A minha mulher, antes da minha partida para cá, costuma dizer-me que aqui em Cascais, sozinho, irei ter muito mais tempo para mim. “Tempo de qualidade” diz ela. Diz-me que terei mais disponibilidade para ler, mais tempo e concentração para o meu Reiki, mais tempo para escrever no meu blogue, mas olhem… confesso que ao longo destas três semanas não tenho tido paciência para nenhuma dessas coisas, (nem mesmo para este texto que escrevo agora a correr) (risos). Só me apetece mesmo é dormir para que o dia de amanhã chegue mais depressa. Quanto mais depressa chegar, mais depressa estou de volta a casa!
Bem… são 23:20 e está mais que na hora de me agarrar á almofada!
Até Amanhã!

domingo, 24 de outubro de 2010

- Tempo

És tu que geres o teu Tempo, ou tens alguém a
geri-lo por ti?

domingo, 17 de outubro de 2010

- Corpos Etéreos

Deveríamos olhar mais á nossa volta. Ver quem lá anda. Ver quem são e o que são, o que pensam, o que sentem e, mais importante, sabermos o que na verdade sentimos a relação a elas. Está na hora de promovermos o relacionamento humano, de esquecermos essas tantas diferenças justificadas (ou não!) que nos afastam cada vez mais uns dos outros. Está na hora de deixarmos de ser “etéreos” aos olhos daqueles que, directa ou indirectamente, fazem parte da nossa vida. Certamente que em cada dez que transformemos em “carne e osso”, pelo menos um se  hà de “aproveitar”, e isso fará toda a diferença…

                                                                                (A continuar…)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Longe de Casa

Como fiel nativo de caranguejo que sou, não aprecio nada ficar longe de casa. Se é em férias, tudo bem, “espectáculo!!!”, agora… em trabalho, ó meus amigos! Detesto! É… esta semana, na outra, na próxima também e, -isto se eu tiver mesmo muito pouca sorte- também na outra (ufa!), andarei por estas bandas, por esta longínqua zona de Sintra. É, eu sei, isto até é bonito e coisa e tal, mas é assim… a minha casa é a minha casa, e as minhas coisas, são as minhas coisas. Ponto. Bem, tudo isto para vos dar a desculpa ― que funciona também de justificação para mim próprio ― do porquê de andar um pouco desligado cá do cantinho, deste meu cantinho que tanto gosto de “cultivar”.
Mas vou tentar cá passar de vez em quando, quanto mais não seja para me lamuriar (uma e outra vez) do facto de andar longe de casa, coisa que detesto, sabiam? … (risos).

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

- Olha...

Ainda reparas nas cores da Vida?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

- Raspanete de Deus

Nunca lhe perguntei, pelo menos assim de “lata”, mas penso que Ele desconfiou sempre das minhas reais intenções durante as inúmeras conversas que temos mantido quase diariamente. Resisti sempre, confesso, mas cada vez mais, acredito, penso que está a chegar a hora de Lhe fazer “a pergunta” cara a cara. E vai ser num destes dias. Então, de que falo? Falo de religião e, mais concretamente, da religião de Deus. Afinal, ― e esta é a questão que Lhe quero colocar pessoalmente ― qual é a verdadeira religião de Deus? No meio de tantas e de tão diferentes que existem espalhadas pelo globo, qual será a “tal” que Ele reconhece como Verdadeira, como Sua? Será Ele católico ou Testemunha de Jeová? Será que Ele é o próprio Buda ou o Alá em “pessoa”? No “Quê” ou em “Quem” Ele acredita que se aproxima mais de Si e da Sua Vontade? É, quero saber a Sua resposta pela sua própria boca, e menos do que isso, é mais do mesmo. Estou cansado dos discursos de venda que têm feito em Seu nome recorrendo sempre a nomes diferentes. Porquê? Não é por pura curiosidade, acreditem, mas sim pelo facto de eu próprio andar perdido no emaranhado destas “teias religiosas”, em que todas elas reivindicam a própria “Verdade Absoluta” e eu, claro, prá aqui sem saber para onde me virar! Espero que Ele não me leve a mal, mal era, pois Ele sabe que acredito e sempre acreditei N´Ele, caso contrário não falaria sozinho para uma parede! Preciso dessa resposta para saber por que lado devo torcer, que “equipa” devo apoiar, qual o partido que não devo julgar e criticar para não cair em pecado. Por favor, alguém está disposto em me adiantar a resposta? Quem de vós me ajuda a poupar-me de levar um “raspanete divino” por querer saber demais? Pois… ficarei á espera. Em conclusão, quero-vos dizer que Sou um apoiante do BEM, um Ser de Luz, mas, pelo menos para algumas religiões, isso não basta porque, segundo “eles”, tem que existir uma “ideologia” além da importância da “pessoa humana” ou um “bem divino” em jeito de “Causa Suprema” para sabermos por “que” estamos a lutar; Damos assim a ideia que a Humanidade é apenas uma causa secundária a preservar, sendo o “invisível” o mais importante… Costumo dizer a mim próprio, e agora também o digo a esses “filiados”, o seguinte: Costumo travar as minhas lutas em nome do “Bem Comum”, e isso para Ele é o bastante, mas para nós, simples humanos, isso está longe de ser “Verdade”…

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

- U2 360º

"Um concerto de Rock pode mudar o Mundo..."

                                                                                                                                                                                                "Bono Vox"

domingo, 26 de setembro de 2010

- Aparências

Confias sempre em tudo aquilo que "comes"?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"O Corpo (ás vezes) Mente"

Gostava mais de aparentar ser aquilo que realmente sou e de ser menos aquilo que aparento ser, em algumas ocasiões, claro. Para que saibam, não me considero um cínico mas, de quando em vez, dou comigo a julgar-me, a penitenciar-me por algo que disse ou que fiz e que, nem de longe nem de perto condiz com a verdade, pelo menos aquela que trago comigo. É. Gostava de ser mais transparente, de mais fácil “leitura”, pelo menos para aqueles que me são importantes e que, muitas vezes, “levam” com a face do meu “outro” na cara. Embora esta “explicação” roce a ideia da “desculpa”, ela pretende ser tudo menos isso. Sei o que sou, sei quem sou, e quem não “quiser”, olhem, que não me ature. Não carrego arrependimentos às costas do que disse ou podia ter dito a este ou àquele, seja ele mais próximo ou mais afastado do peito. É pena, mas é a mais pura das verdades. Sou da opinião que devemos assumir os nossos erros, mas não devemos andar com eles atrás como um peso morto a empestar-nos o ar…. Esta forma de estar, (retomando agora um pouco o fio á meada) penso que não é mais que uma questão de hábito, mau neste caso. Habituei-me demasiado ao “espírito crítico”, ao espirito do "deita abaixo" quando vejo um fresta que seja, isto um pouco talvez por “defeito profissional”.... não sei. Sei que me tornei demasiado “picuinhas”, exigente com os outros, demasiado exaustivo na argumentação de um “ponto”, mesmo quando esse “ponto” é completamente irrelevante. Ponho-me sem razão na posição de rei e senhor da verdade mesmo quando estou completamente errado. Deixei de ouvir, e pior, deixei também de escutar. Costumava ser tão bom nisso, tão sensível a isso… Cheguei á conclusão que não o faço para “parecer mais” do que aquilo que sou mas, efectivamente, é isso que aparenta, inclusive quando me revejo ao espelho. É uma imagem demasiado dura essa que hoje vejo. É uma imagem que eu quero acreditar ser mentira, pois acredito mais na minha “essência”. Sei que sou muito boa pessoa, de bem com a vida e com os outros. Sei também que sou tolerante e compreensivo, e de egocentrico não tenho nada…
Então por que raio é que aparento ser exactamente o contrário?
É... o corpo ás vezes mente...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

- Coincidência?

Hoje, ainda dia de aniversário de casamento, eu e a minha mulher tivemos uma agradável surpresa. Passo a explicá-la, e depois digam-me ou não se não existem coincidências mesmo incríveis. Reparem: Hoje ao final da tarde andava eu a deambular pela internet á procura de um restaurante diferente para ir jantar quando, assim do nada, me lembrei que há cerca de um mês recebi um convite de aniversário de uma querida amiga que já não via há cerca de um ano e tal. Por qualquer razão recordei (o que não é costume) o nome do restaurante que ela escolhera para a festa: “O Bem Arranjadinho” em Leça. Infelizmente na altura, e por razões profissionais, não pude ir á sua comemoração. O facto de nunca estar com esta minha amiga não impede que tenhamos um contacto frequente por telemóvel e, sem excepção, em todas as chamadas na altura do “beijinhos” fica a promessa de um cafezinho ou um jantar para um dia destes. Enfim… daquelas coisas que vocês tão bem conhecem. Resumindo, e voltando um pouco atrás na história do dia hoje, dizia eu que me tinha lembrado do nome do restaurante e, para confirmar se realmente valia a pena lá ir hoje comemorar o meu aniversário de casamento, resolvi ligar a essa minha amiga. Chamou, chamou, mas ela não me atendeu. Resolvi arriscar, e lá fui eu para Leça. Coincidência das coincidências, e é aqui que o Mundo nos “troca as voltas”, cinco minutos depois de estar sentado, eis que essa minha amiga entra no restaurante acompanhada do marido e do seu bebé! E eu que já não a via há um ano e tal e que lhe tinha telefonado trinta minutos antes a perguntar daquele mesmo restaurante! Que coincidência! Era muitissimo improvável eles lá irem hoje, porque costumam frequentar aquele lugar apenas esporadicamente e nunca durante um dia da semana! Hoje foi uma excepção!
Cerca de uma hora depois, após um jantar romântico a dois, juntamo-nos a eles numa outra sala onde eles já tomavam o seu café, e claro, passamos um final de noite muito agradável.
Agora que penso nisto, não posso também deixar de pensar no porquê… Sim, porquê que deixamos passar tanto tempo para estarmos juntos daqueles de quem gostamos e que também gosta de nós?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

- Quatro Anos

Hoje completo quatro anos de casado. E sim estou feliz, muito feliz contigo. Neste dia, á semelhança do dia de passagem de ano, poderia aqui e agora dizer que iria mudar muitas coisas na minha vida para que o nosso casamento “funcionasse” melhor a partir deste momento. Mas não, não o vou fazer. Olhando para trás, para este nosso curto, porém intenso passado juntos, acredita que consigo dizer de cor todos os momentos onde falhei contigo, onde podia ter feito mais e melhor pela nossa relação mas, para que saibas, não me arrependo de absolutamente nada. Desculpa-me por isso. Hoje, passados quatro anos, não carrego quaisquer ressentimentos por mim próprio, porque sempre, sem excepção, deixaste-me ser autêntico, verdadeiro, inclusive naqueles momentos menos bons, e foram tantos, como sabes…. Aceitas-me como sou, mais de que eu próprio me aceito, e isso é incrível, acredita. Obrigado por isso. Obrigado também por seres assim, sempre verdadeira, sempre tu, sempre aquela por quem me apaixonei, sempre aquela dona de todos “aqueles feitios” que por vezes me levam á loucura e que eu tanto amo…
Para que saibas, este texto não pretende ser uma declaração de amor. Como sabes não tenho muito jeito para “falar publicamente” dos meus sentimentos e, tão pouco, da nossa relação. Mas, mesmo assim, acrescento o seguinte…
És a minha mulher, e se quiseres… para sempre.




Amo-te

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

- Circo da Vida


Hoje vi uma coisa que mexeu um pouco comigo. Não me perguntem de que forma, porque eu próprio não sei bem explicar. Sei apenas que aquela simples visão me trouxe de “volta á Terra” quando, segundos antes, voava a quilómetros de altura na tentativa de me distanciar de alguns pensamentos e preocupações que me assolavam o pensamento. Horas depois daquela cena, ainda não encontro explicação para aquele sentimento, para aquele “bom sentimento” ainda por descrever. De alguma estranha maneira, aquela imagem, na sua crua simplicidade, devolveu-me a paz de espírito de que já andava a reclamar desde manhã bem cedo.
Aconteceu de tarde. Foi num vermelho de um semáforo, e não demorou mais que um minuto. Foi tempo mais que suficiente. Quatro carros á minha frente e na linha continua que dividia a minha faixa com a outra do lado esquerdo, estava ela. Era uma jovem indiana entre os dezoito e os vinte. Estava ali para pedir. Até aí tudo normal, pensei eu, e foi precisamente aí, na indiferença a que infelizmente me habituei a quem pede esmola na rua, que fui “surpreendido”: Enquanto os condutores, eu inclusive, aguardavam impacientemente pela autorização do verde para avançarem, eis que esta bonita indiana bem vestida á tradição do seu país começa, e para minha enorme surpresa, a fazer malabarismo com cinco objectos no ar! Para meu espanto, e mesmo á distância, vi que eles eram atirados alto e com a destreza de uma profissional de circo...Que maravilha! E que bem que eu estava ali a assistir ao "seu momento", ao seu escasso e repetitivo minuto de trabalho honesto para quem o quisesse ver. Ali estava ela, de certeza já a horas a fio, a lutar pelo reconhecimento de um estranho, sem a venda na cara, sem exigências, sem chantagem emocional, apenas com um chapéu ao pé para quem quisesse á passagem dizer o seu "obrigado"... e fazia-o com um enorme sorriso, com enorme prazer, tudo por ela, pela provável moedinha sem valor que eu trazia no bolso esquecido da calça…
Acreditem... foi um "momento".
"Agora que descrevo esta cena, não me parece que deva ter pena desta mulher, como depois pensei que deveria ter. Tenho, isso sim, admiração, respeito e, acreditem ou não, alguma inveja, pois todos nós somos "malabaristas" do circo da vida mas, claro, nem sempre com orgulho..."

terça-feira, 7 de setembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Buraco de Fechadura


Existem pessoas que pensam que sabem tudo sobre a nossa vida apenas e só pelo facto de terem tido a oportunidade de dar uma espreitadela de "cinco segundos" pelo “buraco da fechadura” da nossa “casa”. Para eles, para esses tais “artistas”, esses escassos "segundos" são tempo mais que suficiente para, sem grande margem de erro, parte por parte, pedaço por pedaço, dissecarem toda a nossa vida. É. São, ou pelo menos pensam que são, muito inteligentes nas conjecturas e leituras que fazem sobre a vida de alguém que apenas lhes "passa á frente dos olhos". Desta forma, e penso que não há outra, e sem me ensaiar muito, sinto-me quase tentado em os intitular de “Iluminados”, ou mesmo de “Abençoados”, isto pela graça que Deus lhes deu da dita “Visão”, (da quarta, nestes casos). Para que saibam, respeito muito as "ciências ocultas" e, em muitas delas, acredito. Para que não haja confusões, não me estou a referir a nenhuma delas e, muito menos, às pessoas que as praticam.
Para terminar, assim a jeito de encerramento de assunto, pensei no seguinte: Para que isso não me aconteça mais, equacionei muitas hipóteses, mas apenas vou considerar duas: Plano um: Fechar a minha casa á chave, tendo o cuidado de deixar a respectiva chave na fechadura da porta como medida de “prevenção” a olhares indiscretos ou, e confesso que estou mais inclinado para este lado: Plano dois: Abrir uma janela.