quarta-feira, 31 de março de 2010

Não Sei...


Eu sei que este espaço é um espaço destinado a ideias e pensamentos que têm a intenção, pelo menos eu tento que assim seja, de suscitar interesses comuns á maioria daqueles que me visitam, ou seja, vocês. Mas hoje, e tendo em conta que este espaço é o “meu espaço”, em vez de fazer as "habituais" considerações sobre um determinado tema “generalista”, vou falar de mim, sim, apenas de mim e da minha vida. Tenho-vos a dizer que hoje, e quando digo ”hoje” estou a referir-me aos passados últimos quatro dias, tenho-me sentido muito em baixo. Não sei o que se passa, mas confesso que a tristeza é o único sentimento que tenho experimentado desde aí. Sinto que estou céptico em relação a quase tudo o que me rodeia, indiferente a quase tudo o que faz parte da minha vida, eu incluído. Não sei… Parece-me que cheguei a um qualquer ponto de viragem, de mudança, de paciência, de paragem no tempo. Estou apagado, parado, sem “vontade” de nada. Sinto que a vida não me tem desafiado tanto como aquilo que eu gostaria, e as lutas, essas desapareceram de vez. Tenho quase tudo e sinto que não tenho quase nada… O vazio e a descrença estão instaladas no meu peito contra a minha vontade, e, sem aviso, arrancaram-me a força que eu tanto apreciava ter, tanto apreciava usar. Aonde é que “eu” estou agora? Aonde pára aquele “outro” que eu tanto me gabava de apresentar a toda gente como sendo "um dos tais que sabe como "se ir longe" em qualquer tipo de direcção? Não sei, porque esse corpo e essa imagem desse "tal" é a mesma todos os dias no outro lado do espelho, e “o de dentro”, esse nunca teve reflexo, tirando talvez no brilho dos meus olhos que “hoje” têm andado apagados.
Felizmente a minha Luz, a minha Vida que á a minha Mulher, está sempre a meu lado, e é ela a força que me segura e que me leva adiante…
Amanhã estarei melhor, se EU o quiser, e sim quero muito.
Sim, vou estar.
Abraço para todos, e Obrigado por terem paciência para me “Ouvirem”.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Peças Estranhas


Que todos nós somos um organismo “estranho” composto por “peças” ainda mais “estranhas”, isso é inquestionável. O corpo humano é, e em relação a isso não restam dúvidas, o sistema “mecânico” mais complexo alguma vez criado por “alguém”. É...mas é entre esse amaranhado de veias, esquemas arquitéctónicos de ossos, de músculos, de milhares de teias de neurónios, e de muitos outros “componentes” que nos “fazem” e cujos nomes "técnicos" nos escapam, que tudo funciona, e vá-se lá saber como, às mil maravilhas. Num passe de mágica todas as peças se ligam e interligam em perfeita harmonia, e é assim que o milagre da vida acontece e, para muitos, cheio de saúde. Excepção á regra, e infelizmente diga-se, estão todas aquelas “peças” que nos vêm com “defeito” de fabrico e precisam de intervenção externa para “afinar”.
Peça por peça, ligação por ligação, e estamos prontos para viver. Dependendo da manutenção que fazemos á máquina, ou ao nosso corpo quero eu dizer, a data de expiração do mesmo pode ser mais ou menos manipulada, mais ou menos “corrigida”, mas, e como tudo o resto que existe, em última estância acaba mesmo por acabar. É a vida… É a morte...
O conselho que, por qualquer razão que agora me escapa, me apeteceu transmitir hoje é este: Cuidem bem do vosso corpo, pois é esse mesmo corpo que transporta a vossa alma por esta vida e, quando ele acabar, sim porque ele um dia vai acabar, olhem... ao menos que acabe cheio de saúde…

quinta-feira, 25 de março de 2010

A Olho Nu


Começo por dizer que posso estar completamente errado sobre isto.
Sou da opinião que as primeiras impressões são, na grande maioria das vezes, as mais acertadas. É. Uma questão de breves segundos e pronto: Está tirada a fotografia, e não há volta a dar. Mas hoje não venho prá aqui falar de pessoas; Venho, isso sim, falar daquilo que as define na sua essência aos diferentes "ângulos" dos olhos de cada um. Venho aqui falar "daquilo" que nos aproxima ou afasta de alguém, mesmo estando esse alguém em pleno silêncio, quieto e sossegado numa moldura, mas, como não poderia deixar de ser, de corpo presente, claro. Chamemos-lhe de energia, ou empatia se preferirem. E é assim meus caros… quando essa tal “energia” invisível á nossa frente é mais para o escura do que para o clara, não há cá “efeito especial” que maquilhe e disfarçe de tons mais alegres os muitos cinzentos e pretos acentuados da "raíz", e mesmo até qualquer lima especial que afine as arestas defeituosas que, por alguma razão, somos apenas nós que as vemos a olho nu, mesmo estando elas escondidas, e outros jurarem que é engano. Pergunto-me se existe algum motivo, alguma razão que justifique esse “chega para lá” que tantas vezes somos impelidos a fazer sem motivo e sem aviso aparente. Sim, o “tal” até pode ser boa pessoa para muito boa gente, e até mesmo ser muito admirado na sua comunidade pelo facto de integrar o coro da confraria da igreja dos pastorinhos, mas, e é este “mas” que desequilibra a “construção”, há qualquer coisa que não “bate”, que não “soa”. E o que é que não bate? E o que é que não soa? Que misterioso sentimento negativo é esse que criamos baseado em quinze segundos de observação de coisíssima “nenhuma”? O que é que nos repele? O que é que nos põe sobreaviso? E, provavelmente o mais importante, o quem?

terça-feira, 23 de março de 2010

Talvez (?)


Existe uma altura em que para poder continuar, é preciso primeiro parar. E esse parar a que me refiro, não significa de todo aquele desligar da máquina para deixar arrefecer o motor…

Muito pelo contrário...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Comfortably Numb

Simplesmente genial...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Pois!


A vida é vivida com base em decisões e em escolhas, e o facto de elas serem mais ou menos importantes, é completamente irrelevante. Está mais que provado que as pequenas e insignificantes escolhas do dia-a-dia vêem muitas vezes no futuro a revelarem-se autênticos passos de gigante.


As cabeçadas, essas, são tantas que até nos apetece bater mais uma vez com a cabeça na parede pelo facto de termos escolhido a porta mais esquerda em deterimento da outra mais á direita. Pois! Mas é assim a vida, pelo menos enquanto não se lembrarem de inventar uma daquelas bolas de cristal que funcionem mesmo, claro!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Que Mania Pá!


Se há coisa que me chateia profundamente e me leva aos arames assim num piscar de olhos, é vir alguém meter o dedo na ferida, ou seja, em um dos meus "supostos" defeitos. Não, não gosto de ser criticado, e, muito menos, “desmascarado”.
Sou daquele tipo de pessoas orgulhosas com os seus defeitos e manias que, mesmo “vencido” por A+B, raramente dá um dedo que seja a torcer. Mas porque é que tem que ser assim? Que mania pá! Caramba! Ás vezes, e não são poucas confesso, sinto-me quase como um velho rabugento. E ah, é verdade! Quando as coisa não encarrilam pelo caminho por mim traçado é o fim do mundo e o começo de uma “daquelas” festas! E sim, quando me refiro a “festa”, falo daquele tipo de espectáculo de variedades que envolvem drama, riso, choro, tudo ao mesmo tempo. É. Infelizmente sou assim: Inflexivel, teimoso, frio, mesmo quando estou errado, e sim, estou-o muitas vezes. Que feitio! Se gostava de mudar? Sim, gostava, mas por duas únicas razões: Estou cansado de magoar aquelas pessoas que nunca deviam ser magoadas. Estou também cansado de mim próprio, neste ponto pelo menos. Tenho tentado me “segurar” em alguns momentos, mas infelizmente a minha expressão facial não colabora comigo, e assim como uma traidora de uma “queixinhas”, ela denuncia-me a maior parte das vezes. Cheguei á conclusão que não basta tentar disfarçar; O mais importante é conseguir “lidar” de outra forma, mais “leve” se calhar, porque... “mudar mudar” não o irei conseguir, pois acredito que as pessoas não mudam, pelo menos nessas questões de “fundo”; Acredito, isso sim, que podem e devem ser educadas, e eu estou a tentar, a sério que estou a tentar...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Faça-se Luz!



Cada vez mais me convenço que a luz existente no nosso planeta é um bem escasso a um fio de se fundir de vez. A começar pelo ecossistema terrestre e a acabar nas pessoas, tudo me parece mais disfuncional, mais descordenado, dando-me a estranha sensação que a humanidade se encaminha para um qualquer tipo de “fim”, para um qualquer tipo de novo começo, (para o qual não me pareçe ter-mos sido convidados a participar). Atrevo-me até a dizer que essa data já tem um (x) assinalado em calendário...
Confesso que a desgraça alheia já não me impressiona, já não me surpreende como o fazia até há poucos anos atrás. Não, não penso nem sinto que seja uma questão de défice de sensibilidade da minha parte ou por parte dos “normais” dos humanos; Acredito, isso sim, que a “anormalidade” dos eventos que outrora pareciam impossiveis sequer de serem imagináveis em sonhos, hoje conquistaram o seu estatuto de rotina, de “habitual” aos olhos e aos sentires das pessoas, inclusive da minha.
A consciência humana não é mais a mesma. Tudo é permitido, tudo é aceitado sem muita discussão, porque o “tudo” agora é o normal, assim como será normal que a Luz se apague de vez.

quinta-feira, 11 de março de 2010

A Toda Velocidade


Entre travadelas e arranques, ultrapassagens e acidentes, contando também, e como não poderia deixar de ser, com as necessárias pausas para descanso e reabastecimento, a vida é feita a correr. Essas tantas obrigações, esses tantos compromissos que nos prendem ao “tem que ser porque tem que ser”, cada vez mais têm a capacidade de esconder a nossa verdadeira vontade: Abrandar. Acontece que durante a frenética “pilotagem” do nosso “carro” em volta dessa imensa pista que á a nossa vida, e com ela todos esses necessários “chekpoints”, os nossos sentidos estão totalmente concentrados nesses percursos, estão completamente colados nesses caminhos que, acreditamos nós, nos hão-de levar a um objectivo, a cortar uma meta qualquer que nos fará mais felizes. Pois, e é aqui que eu quero chegar. É que, enquanto o fazemos, enquanto a “paisagem” passa por nós a mil á hora, existem muitas coisas que deixamos de ver, deixamos de apreciar, deixamos de saborear.
Ouvimos tantas, mas tantas vezes os tais «...adoraria fazer isso, mas não tenho tempo», que ás vezes dou comigo a pensar que a grande parte desses “super ocupados” são prisioneiros de uma vida, ou estilo de vida neste caso, que não gostam, que não querem, pelo menos conscientemente. Sim, digo conscientemente porque devido á tal da velocidade, esses muitos pilotos raramente têm tempo para parar no descanso das boxes para reflectir sobre se o sentido da “corrida” realmente faz sentido, se a tão desejada vitória realmente compensará todo aquele esforço. Não; não o fazem porque, tal como referi á pouco, as tais pausas servem apenas para o descanso e para o reabastecimento, e não para questionar o “campeonato” que agora já vai a meio...

domingo, 7 de março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

Palavras Para Quê?


Há momentos em que a falta de inspiração encarrega-se de fechar a sete chaves esses tantos pensamentos e ideias que nos correm nas veias, esses muitos "pontos de vista" que vamos misturando com todos aqueles nossos "sentires" que teimam em nos acompanhar durante a viajem dos dias e que, de forma mais ou menos pessoal, vamos experimentando, vamos "corrigindo" pelas palavras que por aqui vamos contando. Curiosamente hoje não é esse o caso, muito pelo contrário, tenho muito a dizer, muito a descrever, e por isso ficamos por aqui.
Porquê?
Hoje contemplei o mar durante algum tempo, olhei-o fundo nos olhos e senti-me em paz com o Mundo...
Palavras para quê?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Respira Fundo!


No fundo tudo se resume a isto: Levar a vida um dia de cada vez. Acordamos, e lá esta ela, á espreita, impaciente, ansiosa por nos fazer entrar novamente no rodopio das tarefas e das rotinas obrigatórias, na inevitável “obrigação/responsabilidade”. Sim, é a vida. Sim, tem que ser. Parecem quase sentenças estas duas expressões, pelo menos da forma que eu as costumo ouvir. Este “grito” sofucado e disfarçado em leves palavras de resignação, ecoam nas gargantas e nas almas de tanta, mas tanta gente...
Hoje ouvi esse “grito” mas com um “baixar de armas”. Ouvi-o da boca e da alma de alguém que admiro, de alguém que cresceu comigo todos os dias como amigo.

Hoje esse amigo perdeu a Força, perdeu o Entusiasmo, deixou-se vencer “nesta” batalha que para ele representa toda a guerra. Quer agora que o tempo passe, que as horas o levem para aquele momento vazio de riscos, de “arriscos”, de sangue a correr nas veias com a adrenalina de quem corre numa montanha russa. Não, ele agora quer a paz, aquela paz das tardes de domingo, aquele desfecho sem consequência porque nada foi feito, nada foi construído para ser atirado por terra, nada foi traído porque nada foi amado. A paz dos dias iguais é o seu sonho, é a sua luta diária, é o caminho que pretende seguir. Sim, sinto-me triste. Ele sofre, e eu pouco posso fazer, a não ser dizer-lhe «respira fundo!» mesmo, estando ele convencido que já não existe oxigénio...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Dieta Rigorosa


Esta coisa dos relacionamentos humanos é muitissimo complicada, pelo menos para mim. É que, e não serão poucas vezes que o faço, dou por mim a escolher esta ou aquela companhia como se um “produto consumivel” se tratassem. Não sei se se passa o mesmo convosco, mas confesso que ando cansado de muitos destes... chamemos-lhes “bens de consumo”. Num destes dias recentes, e com algum tempo disponivel, predispus-me a fazer um criterioso exame ás variadas composições organicas de alguns desses "bens", e, sem muitas surpresas infelizmente, cheguei á triste conclusão que muitos deles são comprovadamente prejudiciais á minha saúde, sendo até alguns deles potencialmente venenosos e fatais. O problema, quanto a mim, é que essas pessoas, esses “produtos” conseguem, e cada vez mais com mais subtileza e requinte, mascarar a sua verdadeira face, a sua verdadeira intenção, a sua verdadeira essência, por detrás de uma “apetecivel embalagem”. Acontece que – e provavelmente estarão neste patamar os maiores casos de “intoxicação” – muitos destes “produtos” não causam “morte” imediata mas, e isso sim, “morte gradual”. Os sinais esses, nem sempre são visiveis e compreendidos como uma séria ameaça, pois os sintomas mais comuns são enjoos e dores de cabeça e, afinal, «não pode ter sido daquele "copo", pois ele “bebe-se” sempre tão bem daquela “sua embalagem” tão simpática...»
Não sei se estarei certo ou não em fazê-lo, mas antes de meter algo á “boca” prefiro estudar muito bem o “prato”servido á minha frente; E não, também não vou nas sugestões do dia do chefe, porque o que é bom para muitos pode não servir o meu paladar, e afinal os organismos nem sempre são todos iguais.
Porque falo agora neste assunto?
Hoje comecei uma dieta...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Já Não Há Canções De Amor


Já não há canções de amor, sim daquelas que como dizia o Rui Veloso, havia antigamente. Ficaram-se no tempo, lembradas apenas nas eternas recordações de outrora, nas paixões perdidas e conquistadas de um passado que já lá vai. Hoje já não se vê a lágrima de quem chora a ouvir, de quem sofra a cada palavra da melodia, de quem se emocione a cada nota do som de uma viola, de quem se arrepie á passagem por aquele acorde que nos falava directo ao coração, fazendo-nos viajar num sonho entre o passado e o futuro assim numa fracção de tempo no “compasso”. Tudo isso se foi, tudo isso ficou lá atrás, viajando apenas de quando em vez para esta “estação” quando a memória o pede, quando a alma se aperta naquela saudade que ainda hoje nos faz viver, nos faz sonhar, nos faz sentir....
Sim, já não há canções de amor como havia antigamente.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Estar de Chuva


-Um destes dias vou mesmo fazer aquilo, acreditem que vou. Desta é para valer, e não há nada que me vá fazer mudar de ideias, vocês esperem só para ver. Deixem só passar a chuva e estes ventos fortes que me fazem mal, e aí é que é. Claro que com muito Sol também não dá lá muito jeito porque, verdade seja dita, não me dou bem com o calor, e a exposição solar é, nos dias que correm, muitissimo perigoso! O ideal é mesmo fazê-lo com o tempo ameno, primaveril, mas claro que, e isto é importante, sem flores, porque a essas tenho alergia, e depois há o tal do pólen que anda sempre no ar e em todo lado. Não, assim não dá... Mas ai que não faço! Esperem só! Deixem-me cá ver quando... Ah! Talvez quando o tempo estiver assim a “meio pau”, já com as flores secas e o ar limpo, aí é perfeito. Mas...esperem... Bem, limpo limpo nunca está, porque com a queda das folhas das arvores e coisa e tal, o ar apresenta-se sempre mais empoeirado, coisa que me faz muito mal aos pulmões, e para jogar pelo seguro, é melhor ficar para outra altura.
(Cerca de trezentos e sessenta e cinco cabelos brancos depois...)
-Que vou fazer, ai isso é que vou! E vai ser um dia destes, desde que não esteja de chuva e de vento, claro. Sou muito dado a gripes e agora não me dá jeito ficar doente. Mas, mais lá para a frente sim, vou mesmo fazê-lo! Preciso é claro de ter cuidado com o calor e com a exposição solar. O cancro da pele afinal é a doença da moda, e, sejamos francos, fazer de noite também não dá, porque de noite está sempre escuro. Eh pá, que chatice! Mas não que não o faço! Lá para Maio... É isso! Vai ser em Maio! É preciso é que as flores não cresçam porque as alergias atiram-me por terra, e desde que no ramos das árvores não crescam folhas, porque -não sei se já vos disse que quando elas caem dos ramos fazem uma poeira no ar completamente insuportavel- assim meus amigos não dá para fazer nada. Mas se é para fazer, é para fazer! Um destes dias é mesmo para valer, é como vos digo! Não pode é estar de chuva...
(Que me dizem, já chega de andar á roda?)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Sono De Anjo



Enquanto a vejo dormir deitada aqui do meu lado, esta sensação, este sentimento que não se consegue pensar, apenas sentir, completa-me, acalma-me, porque sei que hoje tenho tudo, absolutamente tudo... o Amor D´ela .
As suas feições ternas, meigas, de menina e de mulher ao mesmo tempo, escondem nos seus finos traço a lutadora, a guerreira, a mulher que persegue a vida e trava guerras em nome da felicidade....

Agora está em paz no seu sono, as batalhas de hoje foram ganhas, mesmo as perdidas...
Imagino agora os seus sonhos... O que vê ela neste momento? O que estará ela agora a viver, a sentir com os dedos e os olhos da sua alma?

Paz...sinto imensa paz no coração, porque um anjo sonha a meu lado, vive a meu lado, e Ela é tudo...

Bons Sonhos

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Muito Bem Disposto!


Hoje, contrariamente á grande maioria das vezes, estou mesmo muito chateado com o facto de estar doente. Passo desde já a explicar: Já não bastando o facto da minha linda, melódica, profunda, suave, vá lá....perfeita voz -para serer mais exacto- estar “aprisionada” na garganta por uma odiosa infecção, também os meus lindos, apurados, sensíveis, vá lá.....esbeltos ouvidos -diga-se de passagem- lembraram-se de fazer tudo, sim rigorosamente tudo menos aquilo que lhes realmente compete: Ouvir; coisa que, confesso, adoro fazer principalmente quando falo (risos). Ah...e sim, é obvio que estou a brincar! Dêem-me um desconto, afinal estou de cama há dois dias! Mas, se querem mesmo que vos diga, o que me entristece mais no meio e no fim disto tudo é o meu aspecto; aspecto esse que -e reparem, não sou eu que o digo mas sim milhares e milhares de pessoas- é simplesmente perfeito, mas que por causa deste estado “gripado” está assim um bocado para...bem, como dizê-lo...está assim um bocado para o “vagabundo”; com o devido respeito para com os sem abrigo, claro. Mas sim, pareço um coitadito. Barba grande, despenteado, uma meia de cada côr -coisa que reparei há 10 min-, uma suspeita irritação cutânea abaixo do nariz, fazem agora de mim uma figura estranha e sem brilho no reflexo do espelho, mas -e acreditem quando vos digo que não imagino porquê- muito, muito bem disposto!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Compram-se Segundos A Bom Preço



Visto que muitos de vocês, eu inclusive, se dão ao luxo de não usarem, pelo menos de uma forma “rentável” e “saudável”, esses pequenos segundos de tempo que vos vão sobrando na carteira ao longo do dia, assim a jeito de trocados de um cêntimo que parecem não ter força para comprar algo de jeito e por isso são gastos em goluseimas de 2ª, eu compro-os.
Esta coisa de não ter tempo para ter tempo, é muito complicada, não acham? Pois é o que vos digo. Se os têm a mais, esses trocados quero eu dizer, fazemos negócio se os quiserem vender a bom preço. Mas se não estão para aí virados, aqui vai uma ideia assim a título de conselho: Não o poupem porque ele é um "bem" perecível e morre quando não é "consumido", e, não menos importante, não o gastem em “porcarias” que vos podem fazer mal á "barriga"...
A verdade é que não nos importamos muito com o facto de dar apenas mais “um minutinho” áquele chato que não gostamos, ou então perder só “um segundinho” com a “conspiração” do dia que não nos interessa e não nos diz respeito, concordam? E é nesta constante troca de tempo por trocados que vamos gastando as “moedinhas” que não nos fazem peso na sacola do Tempo, pelo menos para já, pelo menos por hoje.
Mas, no final de contas, e feitas bem as contas, cêntimo a cêntimo, segundo a segundo, os euros e as horas começam com o tempo, tempo futuro neste caso, a ganhar forma e peso no livro de contabilidade, traduzido por mim em livro de “aproveitamento do tempo de vida”. Aí o saldo pode ser positivo ou negativo, conforme claro os bons e os maus investimentos feitos com todos os trocados que nos deram para gastar durante o Tempo...



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

"Boas Festas"


Essa historia da “luta diária” que travamos para nos manter-mos á “tona” da vida já me está a dar água pelo bigode. Chega de tristeza. Hoje, para variar um pouco o estimulo cerebral, apetece-me falar daquele assunto em que a grande maioria não perde tempo com palavras. O Sexo. Partindo do principio que todos vocês gostam de sexo, e eu inclusive como não poderia deixar de ser, vou aqui, convosco como parceiros claro, “analisá-lo” de um outro ângulo, daquela posição que só se é possível ter quando se assume o lugar de espectador, isso porque ainda me encontro sozinho na cama, obviamente... Estão comigo? Ok, então vamos lá. Bem, por onde começar...? Talvez pelo principio, e não, não falo dos preliminares! Por onde começar a “dicertação”, quero eu dizer. Bem, adiante. O local. Pode ser qualquer um, desde que dê espaço de movimento. Com quem? Quanto a vocês não sei, mas no meu caso, desde que seja uma mulher, ou melhor, a minha mulher só para não haver confusões, está absolutamente perfeito. De luz acesa ou apagada? Humm...diria das duas. Bem, concordam comigo em que as principais condições necessárias á realização da “festa” já foram encontradas? Sim? Nesse caso dê-mos então ínicio. Comecemos então por retirar a roupa do contexto. Sim, fora com ela porque ela não é importante, exceptuando talvez a lingerie, essa pode, ou melhor, deve ficar...
Bem, neste preciso momento há algo que me está a desviar a atenção....desculpem lá...dêem-me só um segundo.............

Perdoem-me, mas se me dão licença, tenho umas “coisinhas” a fazer, e por isso, pelo menos para já, resta-me desejar-vos bons sonhos, ou se for o caso, “boas festas”.
Ah, e fica desde já combinado: Amanhã, se ainda estiver sobre o efeito do vinho que bebi hoje, o que será muitissimo improvável garanto-vos, conto-vos o resto, mas o mais certo será apagar este Post antes mesmo que a minha mulher o leia...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Momento (0)


A morte é um daqueles “assuntos”. Sim, é um daqueles temas que parecem estar confortáveis nas nossas bocas durante um interessante e “revelador” debate de crenças, isso quando se referem a ela como uma forma de vida, claro. Mas, aqui e agora, não quero discorrer em teorias baseadas em qualquer tipo de fé, atirando prá fogueira questões do tipo “como será o estado de morto”, ou mesmo “como será o paraíso”, não, porque forçosamente isso remeteria o cenário deste texto para a tal “vida depois da morte” e eu não pretendo ir por aí, porque por “aí” estamos todos preparados para “lhe pegar” de uma forma leve e despreocupada, dando asas á imaginação, porque, convenhamos, mais não podia ser. Pretendo, isso sim, “tirar-vos” o gozo do “e se?” e falar aqui daquilo que garantidamente é real, mas, por qualquer motivo, ninguém quer falar, ninguém quer sequer pensar, ninguém quer sequer imaginar: O momento “0”, o fim da linha, o momento da morte. Esse sim é real, só não sabemos o “quando” e o “como”, e, verdade seja dita, não queremos agora ocupar o nosso pensamento com essas inquietações!
«Oh Hélder! Que assunto mais mórbido!»- pensam voçês. Sim, provavelmente têm razão, mas não deixa de ser “interessante” de pensar, não acham? Escusam também de ter medo, porque o “falar na morte” não é de todo sinónimo de “chamar a morte”...
Onde quero chegar com isto tudo? Depois de divagar um pouco, era exactamente aqui: Quando nos vimos “cara-a-cara” com esses “momentos 0”, muitos deles trágicos, injustos, irracionais, na vida, ou no fim da vida neste caso, de alguém que conhecemos, isso põe-nos a pensar, põe-nos a imaginar, põe-nos logo a tremer de medo e a pedir aos céus que nos poupe “áquele cenário”, não é verdade? Sim, claro que é, e isto não é uma critica, a final também eu sou humano, mas, assim a jeito de “estalo para acordares”, inclusive para mim, penso que deveriamos todos estar mais em sintonia com estas realidades. Porquê? Eu respondo-vos. Talvez se “compreendessemos” melhor a morte, se a olhassemos mais vezes “olhos nos olhos”, se não fugissemos a sete pés quando ela nos passa ao lado, provavelmente teriamos muito mais sensibilidade face ás tragedias do mundo; Não mudariamos por exemplo o canal de televisão quando vissemos a morte estampada na cara de uma criança que morreu de fome, porque a mãe dela, também já morta pela fome, não a conseguiu salvar; não virariamos as costas ás vitimas inocentes de uma guerra injusta, enfim....não seriamos negligentes com o sofrimento do mundo, e provavelmente, com essa consciência da “radicalidade” da morte, uma outra consciência de ajuda seria criada...porque o mundo afinal, também somos nós...