quarta-feira, 23 de junho de 2010

Guerreiro


"Um guerreiro da Luz conhece os seus defeitos. Mas conhece também as suas qualidades. Alguns companheiros queixam-se o tempo todo: “Os outros têm mais oportunidades que nós!”. Talvez tenham razão…, mas um guerreiro não se deixa paralisar por isto; Ele procura valorizar ao máximo as suas virtudes.
Sabe que o poder da gazela é a habilidade de suas pernas. O poder da gaivota é sua pontaria para atingir o peixe. Aprendeu que um tigre não tem medo da hiena, porque é consciente da sua força.
Um guerreiro procura saber com que pode contar. Sempre verifica seu equipamento, composto de três coisas: Fé, Esperança e Amor.
Se os três estão presentes, ele não hesita em seguir adiante"


Paulo Coelho (Manual do Guerreiro da Luz)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Anda


A vida é feita de altos e baixos, de adormecimentos e de acordares, acordares esses que, assim em jeito de bofetada para ver se atinas, nos irá sempre lembrar que, afinal, estamos cá é para viver e não para reclamar da sorte que nos calhou na “lotaria”. Infelizmente o ser humano tem uma dificuldade tremenda em se adaptar a novas circunstâncias, a novos cenários, a novas realidades que, por força do destino, ou outra coisa qualquer que lhe queiram chamar, nos mudou o rumo, nos desviou daquele caminho confortável e fácil que percorríamos porque, achávamos nós, merecíamo-lo. O ser humano não encara muito bem a mudança e, quando tudo muda, sim porque tudo muda um dia, ele pára, ele estaca por tempo indeterminado no mesmo lugar, porque está convencido que tudo não passa de um sonho, ou pesadelo neste caso. É, ele fica preso no passado e na memória de tempos gloriosos e, como consequência, sofre, porque quer tudo o que lhe roubaram de volta. Aquilo que temos que entender e aceitar é que, enquanto andamos por cá pelo mundo, a vida irá sempre nos reservar surpresas daquelas que nem o menino Jesus aceitaria sem um esgar de repulsa. Estou convicto que nós, sociedade, temos que nos convencer que os nossos caminhos serão no futuro cada vez mais “curtos”, serão sempre diferentes dos seus anteriores, terão muitos deles mais degraus a escalar, que muitos deles irão brilhar com menos glamour e menos sucesso dos que os antecederam. Mas, em ultima estância, acredito, todos eles serão novas oportunidades de sucesso, novas oportunidades de nos desafiarmos a nós próprios e encontrarmos alguns valores e capacidades que desconhecíamos ter, e aí, acreditem, irão ganhar muito, muito mais, pois a chamada “evolução pessoal” não é nada mais do que seguir em frente, mesmo com as tempestades que nos apanham de surpresa.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Golpes Fatais


O silêncio é sempre o culpado. Pode-se viver uma vida inteira dessa forma, é certo, e há muitos que o conseguem, coitados, mas essas feridas mal cicatrizadas que trazemos na pele, e quanto a mim falo, quando não tratadas convenientemente, claro, irão sempre permitir que o nosso precioso sangue continue a jorrar pelas frinchas das suas peles, enfraquecendo-nos a cada gota, matando-nos todos os dias, sempre mais um pouco.
Quando somos magoados, ou melhor, quando nos é desferido um “daqueles golpes”, sou da opinião que deveríamos, sempre que o tipo da “pancada” o justifique, claro, exigir explicações a quem a arremessou. Dessa forma o “controlo de danos” a fazer ao nosso corpo e á nossa alma fica mais fácil de gerir, de curar. Não, nunca deveríamos ficar com as “facadas” na cara em silêncio, sem dar luta, sem dar resposta, sem pedir as desculpas que nos são devidas e merecidas. É como vos digo…
Cuidado, pois o ressentimento é um sentimento que destrói, que infecta, que mata.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Reiki


Hoje, pela primeira vez, fiz algo que há já muito tempo andava a prometer a mim próprio fazer: Reiki. Nunca fui um céptico em relação á maioria dos métodos terapêuticos ditos "alternativos", e depois da sessão a que me submeti esta tarde, confirmei sem reservas as minhas suspeitas. Simplesmente funciona. Apesar de ter de lá saido um pouco "moido", como se tivesse estado durante duas horas a correr a maratona (facto curioso, pois durante todo esse tempo não fiz nada mais do que estar deitado numa marquesa num estado de profundo relaxamento), o meu corpo estava mais leve e enérgico do que nunca... (Adorava descrever em pormenor toda a experiência, as sensações, as emoções, mas receio que se o fizesse, ficariam por aqui um bom bocado a ler-me (risos). Para completar, resta-me dizer-vos que hoje sinto-me mais vivo, mais equilibrado emocionalmente, e por isso, sempre que puder claro, vou fazê-lo, e de forma a não ter que recorrer a terceiros, vou aprender como fazê-lo a mim próprio, pois estou convencido que o Reiki é muito mais que uma terapia; Ele é, isso sim, um estilo de vida.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Quanto Tempo Tens?!


Nestas questões de Tempo, há muito pouco que dizer. Acreditem ou não, estou convicto que o Tempo que nos é conferido por direito todos os dias é, sem excepção, sempre o mesmo, por muito que queiramos acreditar que ele, por capricho ou crueldade, de quando em vez nos vai ao “bolso” roubar alguns dos seus trocados. Não, nunca é uma boa desculpa atirar-lhe as culpas para cima, pois ele é o único que nunca se atrasa e, muito menos, acelera o seu trabalho para ir para casa mais cedo…
Não, o Tempo não é relativo, contrariamente a nós.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Fala Prá Parede


Nunca tenham medo de falar alto e a bom tom quando se encontrarem totalmente sozinhos. Façam como eu, aconselho-vos: Falem com as paredes, pois são elas as unicas que vos ouvem, e com bastante atenção, há que dizê-lo! Aproveitem e digam tudo, sem pensar muito, sem "articular" muito. E não, também não há que temer a loucura e a demência inerente quando essas palavras sairem da vossa boca um pouco estranhas até mesmo para vós próprio. Acreditem! Não corram logo para o psiquiatra quanda as formas e os conteúdos desses "ruídos" adquirirem sentidos apenas endendiveis por "extraterrestres". Estejam descansados quanto a isso. Só vos peço é que falem. O quê? O que vos der na real gana, ou seja, qualquer coisa, por muito estupida que vos pareça á primeira vista. Quando falamos sozinhos, e agora falo isto por experiência própria, sinto que exteriorizamos tudo aquilo que precisa ser se dito pela nossa alma, alma essa que tantas vezes aprisionamos e amordaçamos dentro do nosso corpo como uma “louca” sem tento na língua e com pensamentos ditos “anormais”. Acredito piamente que quando as palavras são ditas, mesmo sem ninguém que as apanhe e “descodifique”, adquirem outra dimensão, outra intenção, outro significado, inclusive para aquele que as pensou e falou. Com o tempo, e este facto provem da minha “loucura” pessoal, muitas dessas palavras e sons disléxicos sem sentido têm vindo a transformar-se, a transformar-me, a adquirirem formas e significados muito importantes no meu dia-a-dia e no equilibrio que o sustenta. Como não sei. Sei apenas que essas palavras sem sentido e sem importância libertam-me, “aliviam-me a alma” e, com o tempo, parece até que se têm vindo a tornar numa espécie de oração, numa espécie de comunhão comigo próprio e com o universo, e aí, nessa espécie de "transe", nada mais existe, inclusive aquela parte de mim que tudo acha, que tudo sentencia quando não há lógica á vista que o justifique. Não tenho medo de parecer louco, acreditem, isto porque sei que o sou, muito á "minha maneira", é certo, mas sou feliz porque falo sozinho com uma parede, mesmo quando não tenho rigorosamente nada para lhe dizer…

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A Bolha




Na tentativa de nos "abrigarmos" das mais diversas formas de "intempéries" a que a vida nos vai submetendo, ela, a "Bolha", é cada vez mais a resposta encontrada, é cada vez mais o esconderijo perfeito para todos aqueles que, pelas mais variadas razões, preferem não intervir na "peça em palco" do momento. A Bolha é, e sempre será, um lugar seguro, inacessível a intrusos, confortável e , sobretudo, nosso. Ali o restante mundo não "escreve", não nos atinje a jeito de "nos ensina", não dita se chove ou se faz sol, ou, muito menos, não nos obriga a aceitar a companhia esporádica de um qualquer outro "alguém" a título de "convidado conselheiro". A Bolha tem o seu próprio Espaço, o seu próprio Tempo, o seu próprio Humor, e apenas uma lei impera nos quatro cantos das suas paredes: A nossa. As muitas Bolhas que por aí andam, connosco lá dentro, é claro, não interagem entre si, ou melhor..., não chocam umas com as outras, porque, e apenas poque assim o queremos, elas fazem um enorme esforço por se manterem isoladas da restante realidade. São quase como planetas diferentes em diferentes galáxias, tendo apenas a nós como seus únicos habitantes, como seus pequenos extraterrestres verdes e amarelos.
A Bolha é simplesmente o local prefeito para viver á parte do mundo, á parte das tempestades, á parte do sofrimento, e, resumindo, á parte da vida.
Quem é que prefere viver num sitio desses? Ora, isso é óbvio: Vocês! Ai não acreditam? Pois tentem andar sempre com uma agulha no bolso, e de longe a longe, claro, assim como quem não quer a coisa, "espetem" com força o ar ao vosso redor, e aí meus caros, vão ver o que acontece...

domingo, 9 de maio de 2010

Beautiful Day

Aí está o começo de uma nova semana composta pelos seus "habituais" 7 dias. É certo que todos, ou quase todos eles irão ser carregados de obrigações, de objectivos, de obstáculos a ultrapassar. O meu desafio para vocês, e para mim inclusive, é este: Tentemos que 1, pelo menos 1 desses dias seja perfeito, que seja um daqueles inesqueciveis "Beatiful Day´s", apesar e com as dificuldades que fazem parte. Que me dizem?

Boa Semana!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Põe-te Esperto!


“A vida está é para os espertos”, já dizia a minha falecida avó. Para aqueles cujas unhas estão afiadas de forma a fazer soar bem a “guitarra” da existência, ela, a vida, parece-lhes sempre mais fácil, mais “maneável”, mesmo quando o “barro” utilizado para a construir se encontra em estados mais sólidos que a própria dureza da pedra. É. Sou um fã da esperteza e dos espertos. Quem são eles? É fácil, basta olhar. Existem várias formas de os reconhecermos, se estivermos atentos, claro. Para mim é frequente vê-los na luta dos dias com armas construídas pelas suas próprias mãos, armas essas que á partida da "guerra" são aos olhos dos tais dos “inteligentes” compostas por “materiais” de fraca qualidade e sem hipótese de "matar" o que quer que seja. Enganam-se. Os espertos são inventivos, atentos e, normalmente, reconhecidos por “ratos”, (talvez pelo facto de serem eles próprios a construírem as suas próprias saídas quando estas não estão á vista, ou pura e simplesmente não existem, penso eu de que…) Aqueles espertos que conheço, e são muitos, têm a tal rara capacidade de conseguirem potenciar todos os seus argumentos, á primeira vista fracos como já referi, á sua máxima capacidade. Esses argumentos, essas armas reunidas em função de um objectivo, em função daquele “querer porque sou capaz”, têm a força suficiente para “vergar” o mundo. Lutam com coragem e com medo, claro, mas raramente recuam perante as indicações de “sentido proibido” que lhes insiste em cortar o caminho das tão desejadas metas. O mapa, esse que têm, não é certo, pois infelizmente para muitos deles esse não lhes foi entregue nas suas formas habituais de diploma ou testamento herdado. Apenas a sua visão mais ampla do mundo, o seu entendimento daquilo que os rodeia conjugado com as suas próprias interpretações dos sinais que os guiam, os conduzem às suas vitórias e conquistas. Gosto dos espertos, tenho orgulho neles, sabiam? Só têm um problema quanto a mim. Quando lhes perguntamos o segredo, ou a tal “fórmula mágica” para o sucesso, desconcertam-nos sempre com palavras como “estar atento”, ou “instintos” e como o tempo lhes ensina a confiar neles.
Espertos, não?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Sheila Maria


Há pessoas que são mesmo distraídas, não há? Olhem o exemplo desta jovem da fotografia! (E, já agora, aproveito para dizer que foi apenas com o meu "dito" pedido especial, (sim é verdade) e sem me levar um tostão, (acrescento) que a menina em causa acedeu a tão bem ilustrar nesta magnifica foto (que foi eu que tirei) aquilo que eu venho prá aqui falar. Reparem: Então não é que esta nossa amiga, (chamemos-lhe Sheila Maria) está perfeitamente convencida que aquela suculenta fatia de melancia que tem nas mãos é um telefone e que, por sua vez, está em contacto com a sua cabeleireira pessoal a combinar a próxima manicura aos pés, e sim, não me enganei, e, pior, sem se aperceber que está prestes a levar com uma onda gigante mesmo na cara? Ai, coitadita da moça! Haverá pessoa mais distraída do que a nossa Sheila Maria? Não, não creio. Trocar o telefone por uma melancia, ainda vá que não vá; Agora… não ver uma onda gigante prestes a engolir-nos… ó meus amigos! Nunca se viu tal! Ou... já?!
Pois…, pensando bem, até que este cenário não foge muito á realidade, não acham? É…, parece-me que todos nós, numa ou noutra altura da vida, já levamos com uma onda destas pela cabeça abaixo e, aposto, sem sabermos bem de onde ela veio…, verdade? Então, e para que não nos chateemos, parem lá de gozar com a moça, está bem?

terça-feira, 27 de abril de 2010

Manchas Negras


A questão é que muitos não a conseguem ultrapassar, por muito que o queiram. E depois há os outros, os que não querem, claro. Os que querem e que tentam, não tenho dúvidas que podem esquecer durante dias, meses até, mas é dificil digo-vos, pois estou em crer que “aquela” lembrança, essa tal “mancha negra” que os persegue e a que muitos chamam de ressentimento há-de sempre teimar em manter-se vivinha da silva mesmo com as repetidas juras de “morte certa” que lhe rogarem. Infelizmente, e é mesmo assim, levam-na com eles para todo o lado como se uma doença incurável se tratasse. O mal, entre outros tantos que uma “patologia” deste tipo pode trazer, é quando os seus sintomas se manifestam na “pele” sem que para isso a tenham que a provocar com uma lufada de “ar” mais forte. É: Ela aparece sem aviso ou satisfação, cega-os por instantes, e, feito o seu trabalhinho sujo, vai á sua vidinha de novo para dentro do “saco” até novas ordens.

Para os que não querem ver-se livres de tal bênção, tenho para mim que esses "iluminados" coleccionam esse tipo de cicatrizes pela razão óbvia da dita aprendizagem; Sim, porque muitos juram que é “dali” que vão buscar as “tais” lições de vida que nunca se esqueceram e nunca se esquecerão porque “dali”, dizem, saíram mais fortalecidos que nunca.
Tretas, digo eu…
Correndo o risco de já estar a ir por aí, não pensem que pretendo fazer deste texto um discurso psicológico acerca de como os “traumas” passados podem prejudicar o nosso equilíbrio emocional no presente. Não, não é isso que pretendo, mas, aproveitando que vou “lançado”, deixem-me mandar aqui um “recadinho” assim a jeito de “vê lá se acordas prá vida” a todos aqueles (a um 3º tipo de pessoas que só me lembrei agora que existiam) que têm tantas dessas “manchas negras” guardadas no saco e, neste caso concreto, apenas com o intuito de as usarem como desculpa pela frustração dos seus dias, como justificação pelas suas tantas derrotas que não conseguiram ultrapassar apenas com o sabor da verdade, que não conseguiram engolir sem a ajuda sempre conveniente da tal "mazela da vida" e, claro, muito, muito mais, como vocês bem sabem e conhecem...
E o conselho é este, embora já o tenha dito mais acima:

«Vê lá se acordas prá vida!»

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Moto da Moda


Se há coisa que me arrependo, e muito, é de ter vendido a minha moto. Não é que ela fosse grande coisa, mas era “a minha moto”. Sim, nunca a devia ter vendido. Foi-me oferecida pelo meu pai quando fiz 16 anos, e era muito bonita. Na altura era a moto da moda, e todos os putos queriam ter uma. A Aprilia SR 50 tinha acabado de entrar no mercado com um design diferente e inovador, o que significava que eu era um dos “tais” que a possuía, e, por isso, o meu estatuto de “cool” foi reforçado nos corredores da escola. Para vos ser sincero, nessa altura não ligava muito a motas, tinha até algum receio, confesso, mas era tão fixe ter uma e, claro, as miudas apreciavam.... A questão é que eu prezava, e isso sim é que era importante, a minha liberdade. Com ela ia para onde queria, quando queria, e ninguém tinha nada a ver com isso. Adorava sentir o vento na cara pela manhã enquanto a conduzia em direcção às salas de aula, e o gelo por debaixo das luvas nunca foi um problema durante o tempo de inverno. Lembro-me que cheguei até a rapar o cabelo, cabelo esse que eu tanto estimava usar com gel, só por causa do capacete que teimava em o destruír. Que tempos esses! Que saudades… Tudo era tão diferente, não que fossem melhores dos que os de hoje, apenas diferentes. Aquilo que mais sinto falta, agora que penso nisso, é a espontaneidade, a sinceridade com que encarava o mundo e as pessoas. Agora tudo é mais “calculado”, mais “estudado”, mais feito com “medições de risco”…
Voltando á minha scooter, e ao facto de a ter vendido quando completei 18 anos, quero-vos dizer que o fiz pelo facto de ter começado a conduzir um carro. Já era adulto, já tinha o meu carro, e por isso as scooters passaram a um "plano inferior", a ser coisas de miúdos. Pois… mas hoje, adulto feito que sou, tenho saudades, muitas saudades do vento a assobiar pela frincha da viseira do capacete, do gelo debaixo das luvas, de ser aquele puto com a "moto da moda" de cabelo rapado…

terça-feira, 20 de abril de 2010

Artistas de Circo


É tudo uma questão de equilíbrio. E não é fácil, como vocês bem sabem. Basta um pequeno deslize e pronto. O “prato a girar” na ponta da “vareta” cai, e, sem muitos “ais” e “uis”, fica ali, no chão, feito em mil pedaços e, infelizmente diga-se, por muita ajuda que se peça á “assistência”, nunca há á mão de alguém uma qualquer cola milagrosa que o monte e o devolva á forma original. «Quem te mandou ser artista?» Perguntam tantos em vez de acorrerem em ajuda ao pobre do equilibrista… Se querem que vos diga, ainda bem que nunca dei jeito para o circo, mas, mesmo da “bancada” consigo ver que o problema agrava-se quando as duas únicas mãos do “artista” começam a acreditar que se multiplicaram por quatro, às vezes até mais, e aí são sempre mais, muitos mais cacos a “voar pela tenda”, não tenham dúvidas. São muitos pratos a girar ao mesmo tempo pelas mãos do próprio “vento”, e, para azar de muitos deles, dos coitados dos pratos quero eu dizer, a “morte” é mais que certa. É esta mania cheia de boas intenções que os ilude, que os leva em boa fé a acreditar que se podem multiplicar a si próprios por um número superior a um (1)! Pois é! Mas, e isto não é novidade nenhuma, houve um dia alguém que disse que “nenhum homem deve suportar um peso superior àquele que consegue suportar” e eu, pela lógica, claro, vejo-me obrigado a concordar com ele, seja ele quem for. Resumindo: De forma a evitar malabarismos de 2ª categoria, penso que cada um de nós deveria operar “magia” apenas com as “cartas” que dispõe, as reais, neste caso. É que, com pratos a cair e cacos pelos ares, alguém sai sempre magoado com estilhaços na pele, e, e isto é verdade acreditem, não há equilibrista ou mágico no mundo que consiga “segurar” toda a sua vida pela força da ilusão e, muito menos, com dedos feitos de puro ar…

"Please" U2

Palavras para quê?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

"Sacrifice"

Já me tinha esquecido o quanto gosto desta música...

"Rapariguinha do Shopping"

Esta música tem 30 anos, mas bem que podia ser um dos últimos exitos do Rui Veloso. Intemporal...

domingo, 18 de abril de 2010

Filmes Fantásticos


Temos uma enorme tendência para complicar ainda mais o que, já por si só, é complicado. Ou melhor, pensamos que é complicado porque, muitas vezes, depois de descortinada a saída do tal beco sem saída, depois de deitado abaixo esse muro de “trinta metros de altura” que se interpôs no nosso caminho, não serão poucas as vezes, aposto, que chegamos á desconcertante conclusão que os “tijolos” que o construíam eram afinal feitos de fino papel. É. Um problema depois de resolvido fica de uma simplicidade esmagadora. O problema, o verdadeiro neste caso, é a antecipação que se cria; É o imaginar da consequência que aí vem se o completar do “puzzle” não for resolvido que, sem dó nem piedade, nos tolda a visão e nos prega ao chão. Nesse delírio, nesse “fantástico filme” já completamente estruturado na nossa cabeça, chegamos até a ver imagens de “edifícios caídos”, de “ruas cobertas de sangue” misturadas com os gritos dos «Como vai ser agora?» e os já desesperados «Ai meu Deus!» E pronto! Eis que ele aparece! Aí está o “outro” problema, a “curta-metragem” do dia. Claro que neste caso ele não deixa de ser aquele filme que ainda não foi realizado, mas, ainda assim, um filme dos diabos! Pois… mas esse tal problema, esse tal filme que apenas existe dentro da nossa cabeça, tem quase sempre a capacidade e a força para tomar as rédeas das nossas mãos, dos nossos pés, da nossa vida toda. Se o deixarmos, ele acaba mesmo por paralisar todos os nossos movimentos, impedindo-nos até de pensar “racionalmente”, enquanto nos vai envolvendo numa teia feita de medo com personagens e cenários cada vez mais horripilantes…
Aonde quero chegar com isto? Não sei bem, para vos ser muito sincero… Mas olhem… se quiserem, e se tiverem com disposição para isso claro, completem vocês mesmos este argumento conforme vos aprouver melhor. E…Ah! Para que saibam, hoje é Domingo, e amanhã, como é lógico, é Segunda -Feira!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Auto Retrato


Se te pedissem que fizesses um retrato de ti próprio, como é que te pintarias? Que cores usarias para melhor te definires? Recorrerias a pinceladas mais abstractas ou a traços mais finos e definidos? Saberias fazê-lo de cor? Lembrarias todos os ínfimos pormenores da tua própria cara? Como farias se to pedissem? Disfarçarias os sinais e as cicatrizes, ou mantinhas-te fiel ao original? Conheces bem o original? Achas que te sentias capaz de pincelar na tela todos os traços que te compõem? Sim, como o farias?

domingo, 11 de abril de 2010

Simples...ou Não?


Tenho saudades das coisas simples. Um café á beira-mar, um cigarro e uma cerveja á conversa de chinelos na tasca do Zé. Tanto faz. Desde que seja simples, desde que não seja programado com anotações de rodapé na agenda. São os “puros”, esses tais encontros “acidentais” a que nos permitimos cada vez menos por força da responsabilidade, por força do dever do “ajustar contas” com a vida que escolhemos viver. Ás vezes lembro-me que nós, seres humanos, nos esquecemos de lembrar que temos tudo o que precisamos para sermos felizes. Está tudo ali ao pé, á mão de semear. O mar, a tasca, os amigos, a cerveja, o cigarro. É só “pegar”, é só “usar”. Têm tempo, (não digam o contrário como eu). Alguns minutos a menos em frente ao ecrã, uma hora a menos a planear e a sofrer o dia de amanhã, trinta minutos a menos de sono de beleza…
Lembrem-se que o tempo passa depressa, inclusive o da vida.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O Estranho


Existem pessoas mesmo estranhas. E, por “estranhas”, refiro-me a todas aquelas pessoas que sofrem de uma “pancada” qualquer que as leva a ter comportamentos completamente desalinhados em comparação aos seus habituais, face aos “estímulos” a que as submetemos. Tenho cada vez mais a certeza que cada um de nós tem uma costela do signo de Gémeos, mesmo sendo nós á nascença “rotulados” por este ou aquele signo. Antes que alguém se ofenda com esta minha “parvoíce”, entendam que não quero com isto dizer que o tal signo de “gémeos” seja um signo astrológico “avariado”, ou mesmo desviado de comportamentos ditos “normais”. Quero, isso sim, atribuir-lhe um outro significado, o "outro" sentido que diz respeito á personalidade que ele veste. É: Uma face, duas pessoas; E é aqui que entra a confusão, a “esquisitice”. Sim, estou em crer que á semelhança destas pessoas, também grande parte da humanidade sofre deste “síndrome”, desta dualidade composta por dois hemisférios completamente opostos. Por isso, e para equilibrar a balança, o mais correcto será dizer que todos nós somos “dois”. Confuso? Não, não creio. Todos já o sentiram na alma, todos já o sentiram na pele e na face assim em jeito de estalo, inclusive daqueles que doem.
Este texto, embora “suave”, pretende transmitir um alerta, um pequeno conselho para a vida, inclusive da minha: Tentem… tentem “controlar” esse “outro” que coabita convosco nos vossos próprios corpos, nas vossas próprias almas, porque só assim poderão ter relações mais autênticas com vós próprios e com os outros.