domingo, 13 de março de 2011

- Retorno

Tudo o que fazemos tem um impacto no mundo e no Universo. Tudo retorna, tudo se transforma em consequência, assim diz a Lei do Retorno. O que semeamos eventualmente havemos de colher. É a acção/Reacção inevitável da Vida. Não sei se já repararam que hoje o mundo está diferente, parecendo muitas vezes até revoltado com os seus habitantes; Que vos parece? A mim parece-me que muito á custa da mentalidade global que tem continuamente ameaçado o planeta em que vive, cheira-me que, num futuro próximo, em vez de doces morangos, vamos é colher limões…daqueles bem azedos quem nem “limonada” dá para fazer…
 

terça-feira, 1 de março de 2011

- Sabes que Sabes?

Acredito piamente que cá andamos com o intuito de evoluirmos enquanto seres eternos que somos. Contrariando a crença da grande parte das pessoas, e falando em termos de evolução pessoal, sou da opinião que não precisamos de Aprender rigorosamente nada para o conseguirmos fazer com sucesso. Não, não estamos cá para aprender nada, e não, não andamos por cá para ensinar o que quer que seja a alguém. Somos Seres completos, inclusive na sabedoria. Somos Tudo o que existe, e como tal, significa que Somos também a Sabedoria. Ela mora dentro de nós, Ela Somos nós. Precisamos, isso sim, é de lembrar que Sabemos que Sabemos. A resposta, seja ela qual for, mora na nossa alma, está forjada a fogo na nossa mente desde o primeiro momento. Sabemo-la sempre e, infelizmente, deixamos de saber isso. Muitas vezes supreendemo-nos com as nossas atitudes, com as nossas próprias palavras, pois ao ouvi-las parece-nos  que foram ditas por um outro alguém, por uma outra pessoa que desconhecemos, e aí, no meio da surpresa e da confusão interior, temos um vislumbre do nosso sábio EU superior. Um dos exemplos que consigo encontrar para ilustrar esta ideia, acontece com muita frequência a toda a gente todos os dias. Pergunto: Quantas vezes não damos por nós a ter grandes conversas sobre temas que nos são “distantes”, utilizando muitas vezes termos e argumentos muito precisos sobre o assunto, sem que previamente tenhamos estudado ou ouvido falar sobre isso? Incrível, não acham? De repente somos entendidos em algo que desconhecemos?! Bem, este é um dos exemplos “práticos” que me consigo lembrar. Mas, e para o que esta ideia concerne, o que realmente importa aqui  frisar é a ideia do Todo, é o conceito do Um Universal. Já aqui falei de “Uma única Alma, Um Único Corpo”. É nisso que acredito; Estamos todos ligados e interligados. Somos Todos e TUDO o mesmo. Eu Sou a Pedra e o Rio, Eu sou o Mar e o Vento, Eu sou Tu e a Terra também sou Eu. Somos Deus e Deus somos Nós. Somos as células, somos o Corpo, somos a consciência inconsciente daquilo que somos... Sabemos tudo o que há e sempre houve para Ser e Saber….
Faz a pergunta e olha com atenção para dentro de ti, pois lá está TUDO...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

- Cores Sorridentes

Por vezes a percepção não é realidade, e por vezes uma realidade esconde-se por detrás de manobras que pretendem parecer insuspeitas de forma a manipular a nossa percepção da realidade, a verdadeira neste caso. Confuso? Talvez. Mas, para mim, acreditem, é tudo muito claro. Não sou perfeito, obviamente, mas, e para mal (ou bem!) dos meus pecados, raramente me engano em relação a uma realidade, em relação á verdadeira intenção subjacente a essa realidade, mesmo quando essa se encontra encoberta por “mantos” de várias camadas de múltiplas “cores sorridentes”. E não, não sou bruxo nem adivinho. Longe disso. Não sei… é qualquer coisa que me diz, é qualquer coisa que me sopra ao ouvido e que me dá aquela certeza de que algo ou alguém não “está a bater certo”. Certamente que sabem do que falo…; Se sou cismático? Sim, talvez. Se tenho a mania da perseguição? Não, nunca. Sou o que sou e, felizmente, aquilo que Sou vê muito bem. Muitas vezes a verdade daquilo que Sou leva pessoas a esconderem aquilo que elas próprias São de forma a evitar o “confronto” ou a “inconveniência” comigo, facto que lamento imenso, confesso. Quanto a mim, e por mim falo, prefiro mil vezes a chapada na cara do que o brinde com veneno á mistura. E não, e respondendo á minha própria pergunta, neste momento não estou de mal com o mundo nem com ninguém em particular. O problema, por si só, não me preocupa. Estou em paz comigo próprio e com o Universo. Preocupa-me, isso sim, é a saúde mental dessas pessoas que carregam esse fardo às costas, e o facto de mo encobrirem com manobras ridículas de diversão, com desculpas e sorrisos e abraços e palminhas nas costas, só lhes rouba anos de vida, é o que lhes digo! Se lhes dói, que se queixem! Que gritem, que façam barulho! Que digam o que pensam não estar certo, ou então, pura e simplesmente ignorem-me ao passarem por mim nas “ruas” que nos são comuns. Agora… por favor deixem os fingimentos de parte, deixem as actuações para os profissionais, porque esses ao menos ganham dinheiro com isso.
Onde quero chegar com este texto? É Simples: Se por alguma razão essas pessoas têm algo contra mim, ou então não simpatizam lá muito comigo, imploro-lhes: Digam-me, ou então, portem-se como tal. Dispenso falsas amizades e dispenso quem não gosta de mim mas que por razões “sociais”, para agradar a “A” ou a “B”, finge gostar. (In) felizmente conheço-os a todos e confesso que tenho pena que alguns desses que gosto não simpatizem comigo por culpa dessas tantas razões; Mas a vida é assim mesmo… não se pode ter tudo o que se quer, e se querem mesmo que vos diga… na fase em que me encontro da minha própria evolução, tudo o que me interessa é estar inteiro junto de quem está inteiro comigo. Os outros, como já referi, e por muito que goste de alguns como também já o disse… dispenso.



Nota: Este texto não pretende "apontar o dedo" a nenhum dos meus amigos habituais. Longe disso. Falo aqui de um caso isolado que não tem rigorosamente nada haver com a normal convivência dentro dos meu circulos normais de pessoas. Digamos que é um desabafo que dificilmente será lido por quem realmente interessa...


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Para Sempre...

... Eterna Namorada

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

- Um

O erro, quanto a mim, está na ideia que somos diferentes...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

- De Volta

 Nada como o frio e a chuva de Portugal...

 As pessoas estavam em sofrimento com o calor...

 A única imagem bonita que lá estava...

 Sempre em má companhia...

 Quase que virava o barco...

 Nunca mais vou embora...!

 Onde estão as calças e o casaco, mulher?

 Em profundo estado de preocupação...

 Não têm batatas com bacalhau aqui?!

Prefiro as águas da foz...!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

- Outros Tempos

Bem... a poucas horas de embarcar de férias para o paraíso de Punta Cana (vá, não sejam invejosos (risos), não podia deixar de publicar um "último" Post aqui no cantinho. Mas com tanto que ainda tenho para fazer, infelizmente estou com muito pouco tempo para "pensar" no que escrever e, por isso, decidi deixar-vos aqui um artigo publicado por um amigo no Facebook.
Um Abraço, e Até já!

Artigo
Nasceste antes de 1986? Então lê isto...Se não ... lê na mesma....Esta merece!!!!! Deliciem-se...

Nascidos antes de 1986.
De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.

- Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas 'à prova de crianças', ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas. 
- Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.
- Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar à frente era um bónus.
- Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem.
- Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.
- Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.
- Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.
- Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.
- Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.

Não tínhamos Play Station, X Box. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet.
Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos à rua.
Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía! Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.
Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Aprendíamos a andar de bicicleta, na bicicleta do pai ou do vizinho e chegámamos a casa com os joelhos todos esfolados.
Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.
Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola;
Não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.
Criávamos jogos com paus e bolas. Jogávamos à bola e brincávamos ao pião.
Jogávamos à carica e ao berlinde, às três covinhas.
As meninas jogavam às padrinhas e saltavam à corda. Brincavam às casinhas e às enfermeiras.
Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem.
Eles estavam do lado da lei.

Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.
Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.
Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a
lidar com tudo.

És um deles?
Parabéns!
Passa esta mensagem a outros que tiveram a sorte de crescer como verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem as nossas vidas, 'para nosso bem'.
Para todos os outros que não têm idade suficiente pensei que gostassem de ler acerca de nós.
Isto, meus amigos é surpreendentemente medonho... E talvez ponha um sorriso nos vossos lábios.
A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades nasceu em 1986.
Chamam-se jovens. Nunca ouviram 'we are the world' e uptown girl conhecem de westlife e não de Billy Joel.
Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle.
Para eles sempre houve uma Alemanha e um Vietname.

A SIDA sempre existiu.
Os CD's sempre existiram.
O Michael Jackson sempre foi branco.
Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo fosse um dia um deus da dança.
Acreditam que Missão impossível e Anjos de Charlie são filmes do ano passado.
Não conseguem imaginar a vida sem computadores.
Não acreditam que houve televisão a preto e branco.

Agora vamos ver se estamos a ficar velhos...

1. Entendes o que está escrito acima e sorris.
2. Precisas de dormir mais depois de uma noitada.
3. Os teus amigos estão casados ou a casar.
4. Surpreende-te ver crianças tão à vontade com computadores.
5. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis.
6. Lembras-te da Gabriela (a primeira vez).
7. Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos.

SIM ESTÁS A FICAR VELHO/A (risos) , mas tivemos uma infância do caraças!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

- Verdade em Sussurros

Passamos demasiado tempo a pensar. Ou melhor, penso que o termo mais correcto será “matutar”. É quase um mau e irresistível hábito este que não conseguimos largar, por muito que tenhamos vontade, por muito que tentemos desligar a “ficha” mesmo quando o corpo e a mente já acusam altos níveis de cansaço e saturação. Se fizéssemos contas ao desperdício de tempo que perdemos nesta actividade, ficaríamos surpreendidos com os anos que foram cano abaixo em nome de um enorme “nada”: Não, não digo que pensar é mau, mas, e para o que este texto é chamado, pergunto: Quanto tempo não perdemos já com pensamentos e racionalizações perfeitamente inúteis e vazias de importância? Quantas horas não perdemos de sono a fazer a rodagem de um qualquer ”filme” que nunca verá a luz do dia nos ecrãs da vida real? Quanto tempo da nossa vida não desperdiçamos a racionalizar o que sentimos em relação a isto e aquilo, em relação a este e aquele, quando o que realmente importava, não era saber o que pensar sobre isso, mas sim, o que Sentir em relação a isso? Pois é…. Vocês sabem bem do que falo. Pois vou dar-vos uma novidade (que não é novidade nenhuma): Um pensamento não passa apenas disso: Um pensamento. Não é realidade. Por isso, muitas vezes, não representa rigorosamente nada. É inútil prestar-lhe demasiada atenção. É sobrevalorizado. Gastamos demasiado tempo com imagens e ideias fictícias acerca de um milhar de questões que nos rodeiam. Ocupamos demasiadamente a nossa mente com cenários, com consequências, com “lógicas”, assim como quem passa horas defronte de um gigantesco puzzle que precisa de ser completo para que tudo faça sentido, como se daí, desse completar das peças, dependesse a nossa sanidade mental. Para este problema, sugiro apenas uma “solução”: Deixem de prestar tanta atenção á vossa mente. Ouçam mais uma outra parte do vosso ser. Ouçam aquela voz que vos fala em sussurros, e que por força da Razão, é cada vez menos escutada. Falo da Voz do Sentir. Ouçam sempre a Voz que vos diz aquilo que sentem em relação ao "quadro" que defrontam, e tudo, rigorosamente tudo, vos será sempre claro, pelos menos aos vossos olhos…

domingo, 9 de janeiro de 2011

- (In)Substituivel

Houve alguém um dia que se encarregou de imortalizar a ideia de que "Ninguém é insubstituivel".
Pois eu não podia estar mais em desacordo...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

- Sono

Por Setúbal, mais uma vez! Como devem imaginar, á noite, aqui sozinho, sem deveres domésticos para me ocuparem o tempo, resta-me muito tempo para fazer (quase) tudo que me apetecer. Mas olhem.... a única coisa que tenho mesmo vontade de fazer é dormir. Eu sei... pareço um velho de 85 anos, mas que é que querem? Só tenho sono e, afinal, ainda estou em fase de recuperação da gripe de que fui vitima semana passada!!!
Bem... e porque a hora já vai longa (23:45), resta-me apenas um...
Até Manhã!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

- Ano Novo, Gripe Velha

Seis dias passados e parece que finalmente estou a regressar da "terra dos mortos". Não tenho memória de um gripe tão forte...e mesmo ainda com tosse, com a voz ainda a aranhar, com o nariz vermelho do pingo, amanhã, contra tudo e contra "todos", lá terei que estar a 100% para animar cerca de trezentas pessoas. Já pensei em tentar adiar esta festa de ano novo para dia 3 de Janeiro para ver ser recupero... mas penso que ela perderia a piada toda por não ter sido festejada no dia 31... (risos)

Bom 2011 Para Todos!!!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

- Certo ou Errado?

Ultimamente tenho-me debatido com as questões do que é o “certo e o errado”. O que é realmente o “certo”? O que é realmente o “errado”? Aparentemente estas questões são de fácil resposta porque, afinal, diriam muitos de vocês, “o certo é o fazer o bem” e “o errado é fazer o mal”. Ok, parece-me uma boa resposta. É simples, é lógico, e faz sentido. Mas, e sem querer ser chato, esta resposta leva-me a levantar uma outra questão: Afinal, o que é o Bem? E, já agora, o que é o Mal? Com que bases é que julgamos o valor do certo e do errado? O que nos leva a dizer que determinado comportamento representa o Bem e um outro, contrário neste caso, representa o Mal? Aonde fomos nós buscar essa forma de “olhar”, essa forma de avaliar pessoas e os seus comportamentos, esse poder que detemos de julgar as questões morais com que a (maioria) da nossa sociedade se identifica e põe até em funcionamento legal? Será que matar alguém é errado? E se for para defender uma nação? E aí? Passa a certo? ; Roubar é mau? E se for para comer? Já será “Bom” fazê-lo? Será a condição de “certo e errado” uma ideia relativa e subjectiva conforme as condições envolventes? Estou certo que sim.
Olhando para estas questões de um outro ângulo, estou convicto que a maioria dos valores que tomamos como sendo certos ou errados foram-nos deixados como herança dos que por cá passaram. Fomos crescendo com a ideia que “isto” é mau e que “aquilo é “errado”, com base naquilo que outros outrora disseram e pensaram. Isto leva-me a questionar o meu EU; Como é que EU "olharia" para o certo e para o errado, para o bom e para o mau, se não tivesse como meu guia essa “consciência herdada” dos meus pais e avós; Se EU não fosse influenciado pelo meu passado e pelas pessoas que me incutiram esses valores, quem na realidade seria EU? Quais seriam as minhas bases, quais seriam os meus princípios como pessoa e como ser-humano que age e interage com outros seres-humanos?
Muitos de vós poderiam me acenar com a imagem da Eva e do Adão a comerem uma maçã mas, e perdoem-me por isso, nem de longe nem de perto me convenceriam que seria “dali” que vêm as directrizes correctas. (E “isto” leva-me a divagar para um outro lado da coisa…)
Se me permitem, quero aqui também levantar outras questões acerca do Mal e do Bem.
Na realidade, nesta questão de “princípios”, penso que não estamos a ver a “Big Picture” da coisa… É que, e não me levem a mal por isto, sou da opinião que Tudo é necessário para o nosso equilíbrio, para a nossa evolução, inclusive o “errado”, inclusive o “Mal”. Sou da opinião que o Deus que construiu o Céu também construiu a Terra; o Deus que fez o Alto também fez o Baixo; Ele, que fez o Bem, também fez o Mal (sim, porque se Ele é o Criador de Tudo, Ele é o Criador de Tudo). E não, não sou da opinião que Ele “planta maçãs podres” para nos envenenar e depois, como castigo, nos amarrar eternamente no Inferno por isso. Sou, isso sim, da opinião que Ele deixou-nos TUDO para que pudéssemos experimentar TUDO e, dessa forma, descobrimos pelas nossas escolhas (sejam elas quais forem) a Verdade de Quem Realmente Somos. Acredito piamente que a nossa missão na Terra é termos consciência de “Quem Somos”, e para isso, precisamos de “experimentar” a Terra. Partindo do principio que esta “minha” teoria é válida, proponho que analisem estas considerações.
Reparem: De forma a “ajudar” os Seres Humanos a saber Quem Realmente São, Deus criou o Mundo pela “regra” da dualidade das coisas. Para que pudéssemos escolher, tudo no Mundo teve direito a duas faces. (Alto/Baixo; Quente/Frio; Molhado/Seco; Dia/Noite; etc. ….) Ora bem, de forma a conhecer-me melhor, EU não poderia dizer que gosto mais da Água do que do Fogo se nunca tivesse experimentado o Fogo. Não poderia dizer que gosto mais do Seco do que do Molhado se nunca tivesse experimentado o molhado. Isto quererá dizer que o “Molhado” é mau? Quererá dizer que o “Fogo” (que experimentei para descobrir que o meu EU gosta mais de Água) é mau? Reparem: Pelo facto de dizer que sou Bom, não precisarei “eu” de conhecer o Mau? Não precisará o “Mau” de existir para que eu o saiba reconhecer e aí então optar pelo “Bem” (ou não!)? Isto quererá dizer que o “Mau” é mau? Não necessitei “eu” do “Mau” para descobrir que sou Bom? Não será o”Mau” e o “Errado” necessários á nossa experiência (e quando digo nossa experiência refiro-me, obviamente, á experiência da Humanidade) para descobrirmos e experimentarmos o “Bom” e o “Certo”? Não será o “Mau” um “Bem” necessário para a nossa evolução pessoal e interpessoal?
Não precisarei EU de conhecer o frio para saber que me sinto quente? Agora multipliquem mentalmente este princípio pelas milhares das experiencias humanas ao nosso dispor, e aí sim, ficarão com uma vaga ideia daquilo a que me refiro. (E não, eu não fiz as contas).
Acredito que a Vida existe para que o ser humano se crie e recrie através dos “elementos” existentes. As escolhas (Boas e Más) servem para nos dizer Quem Nós Realmente Somos, e só apenas através da experimentação desses “elementos” podemos, todos os dias, nos definirmos e redefinirmos. Para sabermos Quem Somos, primeiro precisamos de saber Quem Nós Não Somos… ou Não?
Para que conste, eu sou “Bom”… pelo menos pelos termos do que a sociedade reconhece como “Bom”…
Claro que se eu vivesse no “Inferno”, o “Bom” seria “Mau”…(mas isso já é outra questão).

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

- Pensamentos

 "Infelizes os homens que têm todas as ideias claras."

                                                                                                              (Pasteur)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

- Negócio: Amizade

Nem tudo o que parece é. Numa altura em que a vida se tem revelado cada vez mais difícil a vários níveis, a procura de “novos” valores tem aumentado significativamente. A amizade, o convívio, as “pequenas coisas” têm ganho outra dimensão, uma importância que até há pouco tempo não tinham. Para muita boa gente, essas novas relações/prioridades funcionam quase como uma espécie de refúgio, uma espécie de álcool que, de tanto consumir, os leva a um estado de “embriagues emocional” fazendo-os muitas vezes, nem que seja por breves momentos, esquecer os problemas quotidianos que lhes consome a alma. Não vejo mal nenhum nisto mas, ao mesmo tempo, não posso afirmar que tudo isto é certo. O aproveitar-se do outro, o servir-se do outro para alimentar uma "falha" no seu equilíbrio, é errado, muito errado. O "ombro amigo" hoje em dia é um conceito ultrapassado, em desuso, sem valor. Hoje o mundo está diferente, e o que antes era gratuito, hoje em dia vem em "folha de contrato" e já com quota na Bolsa. Muito friamente, acredito que a maioria das relações entre pessoas é construída com uma base de “negociação” de valores: “O que eu tenho para te oferecer e o que tu tens para me oferecer”. É um “jogo” de interesses se quiserem, e se serve como desculpa, acredito que, muitas vezes, ele seja jogado de forma despropositada; Mas o que é...é o que é; e isso é o que realmente conta.  Quase tudo funciona na base do que “tu me podes proporcionar para este meu momento, e o que aquele poderá fazer por mim naquele momento que há-de vir.” E é assim meus caros que as relações decorrem e prosperam até que uma das partes já não tenha mais “valores” de valor para oferecer; E porque o que é gratuito tem menos valor, aí começa de novo a procura de novos negócios, novas parcerias, novas trocas de interesses.
Sei que este texto revela um certo azedume da minha parte mas, pelo menos neste momento, é isto que penso, é isto que sinto em relação àquilo que assisto no mundo. 
Para que saibam, não mantenho qualquer tipo de “negócio” com nenhum dos meus amigos (nem conheço, entre eles, quem os tenha) e por isso, sou um privilegiado por ter "tudo" quando espero o "nada". Mas também vou tendo algumas desilusões, porque, sabem... Contrariamente á minha vida profissional, pessoalmente sou um péssimo negociador (talvez por não saber reconhecer quando o "outro lado" está (ou não) a negociar) e é  provavelmente por isso, felizmente, que perco tantas oportunidades neste novo negócio da “amizade”.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

É...

"Só há dois dias em que é impossível fazermos algo: Ontem e Amanhã..."

                                                                                                  (Paulo Coelho)

domingo, 28 de novembro de 2010

- Caderneta de Cromos

Neste passado sábado fui ao Coliseu do Porto assististir ao espectáculo "Caderneta de Cromos", espetáculo esse protagonizado, como não poderia deixar de ser, pela magnifica equipa das "Manhãs da Comercial"
Só duas coisas a dizer: "Do que estes gajos se vão lembrar! " e "Muito, muito Bom, mesmo!" 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

- Caminhada Imprevista

Hoje fiz algo que me é completamente incaracterístico. Fui caminhar. Quando saí do quarto do hotel onde me encontro aqui em Setúbal, tinha quase tudo em mente, menos andar a pé durante uns bons 60 minutos. Um cafezinho num lugar simpático onde pudesse também fumar o meu cigarro era a ideia, mas, por qualquer razão, não encontrei nenhum estabelecimento aberto para levar este meu plano avante. Enquanto caminhava insistente á procura de uma porta aberta com um chávena de café quente á minha espera, só ao fim de algum tempo notei que já o fazia há vários minutos sem qualquer êxito. Achei o facto estranho, mas não me importei muito com isso. Estava muito frio, daquele que quase que corta, mas não desisti; Continuei a andar, determinado na minha missão. Não sei quando aconteceu, mas a ideia que tinha do café evaporou-se completamente da minha cabeça. Andava já por andar, mas agora com vontade, como se a minha missão agora fosse andar, apenas andar. Algo me impelia a continuar, a cada passo, como se uma força invisível me puxasse para a frente. Durante o percurso, andei e perdi-me por pequenas ruas de pequeno comércio que se achavam desertas àquela hora e eu, tendo apenas por companhia os inúmeros painéis publicitários que iluminavam de várias cores o empedrado das calçadas, não cheguei sequer a preocupar-me com o aonde é que iam desembocar. Passados mais ou menos 30 minutos, sentei-me por fim numa enorme praça completamente vazia de gente e fumei um cigarro. Estive ali, a admirar o “nada”, a sentir o “nada”, admirando o silêncio e a simplicidade daquele momento e, embora estivesse a tiritar de frio, aquele, de todos, era o lugar mais acolhedor para se estar.
Sem pressa retomei o caminho de volta para o hotel e, quando já desistira de pensar no assunto, o tal cafezinho aberto que eu tanto tinha procurado há uma boa hora atrás, surgiu ali, a uns meros 50 metros do hotel…

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

- Say Cheese!!!

Cada vez mais se sorri menos. Não me interpretem mal! O trejeito da face que produz o sorriso efectivamente está lá, mas ele, o sorriso, o verdadeiro neste caso, nem sequer teve intenções de aparecer. O sorriso autêntico, aquele tal espontâneo, é já coisa rara, um “animal” em vias de se tornar extinto. Poderia enumerar aqui as mais variadíssimas razões que, imagino eu, explicariam este triste fenómeno mas, pelo menos por agora, não me apetece. Quero aqui apenas levantar uma questão que, pelo menos para mim, é importante. Tenho para mim que o mundo está mais falso, mais feito de “papel”, porventura muitas vezes "representado" recorrendo a “imagens de fotografia” onde apenas, e apenas porque nós o queremos assim, a imagem "visual" é captada e estampada para “inglês ver”. Anda tudo ao contrário; Reparem: Sorrimos quando queremos chorar e choramos quando queremos sorrir, isto com as mais diversas variações, dependendo, claro, do que o "cliente quiser" sem efectivamente ter que o pedir. Estamos cada vez mais presos á percepção do que queremos e do que julgamos quererem que seja visto na nossa cara e, dessa forma, distanciamo-nos mais e mais da realidade, da verdade, da nossa, pelo menos. Somos artistas de palco, actores profissionais com um papel a representar perante nós mesmos e perante os olhos e os olhares dos outros, sem nos importarmos muito com isso. Importante mesmo é o parecer, mesmo correndo o risco de nós mesmos “desaparecermos.” Fazemo-lo bem e com arte, com engenho e, infelizmente diga-se, com muito esforço. Depressa se torna um estilo de vida e, porque não, a melhor forma de se estar perante o mundo, ou pelo menos acreditamos que assim é. Sim, mais vale julgarmo-nos antes mesmo de sermos julgados pelos outros! (não vá o diabo tecê-las e cair-nos a mascara que demorou tanto tempo a pintar prá fotografia!). Somos mais de plástico, mais de papel de fotografia, mais de tudo e de qualquer coisa, menos de nós próprios, tudo em nome do…….. quê mesmo?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

- Contabilidade

Hoje dei por mim a fazer contabilidade. Não á do dinheiro e das contas para pagar, mas a outra coisa completamente diferente. Dediquei-me á contabilidade de casamentos. Sim, de casamentos. Com um lápis e uma folha de papel na mão, fiz contas (mais ou menos por alto) às festas de casamento em que estive presente como músico de serviço. Feita a soma, o sarrabisco que coloriu a folha de papel pintou um número com dois zeros á frente. Para terem uma ideia, foram algumas largas centenas. Depois de feitas estas contas, calculei, também por alto, quantas pessoas é que até á data de hoje me viram actuar. Alguns milhares, atirei eu sem me preocupar muito com margens de erro. Quantas devem ter gostado de me ouvir? Centenas? Milhares? Talvez milhares, escrevi à vontade. E por aí fora. Fiz contas a tudo, desde os lugares que conheci, às fotografias em que posei, aos vídeos em que compareci, enfim… de tudo.
Depois de feitas tantas contas, e já um pouco cansado, fiz a pergunta mais importante de todas: Em quantas destas festas me diverti? Em quantas destas festas eu estive realmente de corpo e alma? Não demorei mais de dois segundos a aparecer com a resposta na ponta do lápis: Em todas. Absolutamente todas. Independentemente desta ou daquela chatice, deste ou daquele percalço. Sempre, sem excepção, fui feliz.
Para que saibam, considero-me parte “daqueles poucos” que podem dizer que ganham (parte) da vida a fazer aquilo que realmente amam e que, ainda por cima, são bem pagos por isso. Apesar de todo o trabalho (árduo) que envolve esta actividade, sempre me senti assim… um abençoado por o ter. Desde cedo fui puxado para ele, mesmo estando convicto que não seria por “ali” o caminho; Acredito que todos seguimos um plano, uma “estratégia” bem arquitectada por “alguém”, e a mim, com alguma “sorte” á mistura, tinha que me sair logo isto, a música, a minha paixão.
Mesmo com o “campeonato” a meio e com a hora de fecho de contas ainda longe, não posso deixar de reconhecer (mesmo sem recorrer á calculadora) que a minha “dívida” para conTigo é de largo valor. Mas, mesmo nesta vida, saldaremos contas…
Estou-Te muito agradecido, é o que Te posso dizer por agora. Ao que poderei fazer por Ti no futuro, ou ao que poderei construir e realizar em Teu nome, só o tempo o dirá….
Mas promeTo-Te que o farei.
Obrigado